sábado, 10 de novembro de 2012

Incontinência

Outro dia eu tive que ir no julgamento de um bandido.
Daí eu me lembro que eu meio que tinha que prestar atenção em tudo que o juiz falava no tribunal, porque eu meio que era a testemunha.
Só que eu não conseguia me concentrar, porque o assunto era sem graça. Assassinato.
Ainda bem que tinha uma maquininha de café no corredor.
No intervalo do julgamento eu fui até a máquina e apertei o botão do Capputtinni.
Só que a máquina não quis me dar.
Daí tinha outro bandido de outro julgamento lá no corredor. Ele olhou pra mim e deu risada, falando que eu tinha que botar uma moeda na máquina.
Daí eu apontei a minha arma pra ele e falei: "Então o senhor vai roubar o café da máquina pra mim, porque é o senhor que é o bandido."
Daí ele ficou com medo e bateu na máquina. Isso fez com que ela soltasse café pra todo lado, fazendo barulhos acima de 80 decibéls.
Nessa hora todo mundo foi no corredor olhar o que tava acontecendo.
Daí eu falei: "Foi ele. Prendam esse bandido em fragrante!"
Eu aproveitei esse momento pra encher um copo com o café da máquina.
Bom, isso não adiantou nada, porque o julgamento continuou bem chato.
Só que, em um determinado momento, o café chegou às partes inferiores do meu sistema excretor.
O fêmur, o esternocleidomastoideo, o pulmão, todos os órgãos queriam exercer o processo de urinose.
Daí eu tive que me segurar.
Só que não deu, porque, bem na hora que eu tava me concentrando na urina, o juiz falou a palavra "incontinenti".
Daí eu passei mal.
O pessoal meio que achou que foi o calor, daí ninguém gozou.
A propósito, eu troquei a minha calça.
Fin.

Nenhum comentário:

Postar um comentário