sábado, 30 de junho de 2012

Pirataria

Outro dia eu tava assistindo a fita dos Goonies no meu videocassete.
Daí apareceu um negócio que já tava lá, só que eu nunca tinha visto
antes.
Era o aviso do FBI, que fica bem no final da fita, depois das
letrinhas que sobem:

Daí eu fiquei com medo.
Naquela mesma noite eu olhei pela janela da minha casa e vi um carro
preto (que eu tenho absoluta certeza de que era do FBI) passando na
minha rua.
Na manhã seguinte, eu tava dirigindo e tinha um outro carro preto
vindo atrás de mim. Até aí, tudo normal. Só que eu olhei no espelho e
tava escrito bem assim: "Objectos refletidos estão mais próximos do
que parecem."
Isso me deixou com a pulga mais atrás da orelha ainda.
Daí, ao invés de ir pro trabalho, eu fiquei dando voltas na quadra,
pra tentar despistar do carro preto.
Na primeira volta eu já consegui, mas eu resolvi dar 30 voltas, só pra garantir.
Isso tava virando um pesadelo. O FBI botou um chips na minha fita, pra
saber onde eu estou.
Eu pensei: "Será que eu jogo a fita no lixo, pra eles pararem de me
seguir? Não, Goonies é um filme muito bom."
Depois que eu cheguei na delegacia, eu comecei a pesquisar a
legislação na internete, pra descobrir o que eu tinha feito de ilegal
com a fita dos Goonies.
Pra minha surpresa, eu descobri que todas as fitas do planeta Terra
tem o aviso do FBI.
Ou seja, eu estou sendo perseguido não só porque eu assisti Goonies,
mas por todos os outros 10 bilhões de filmes que eu peguei na
loucadora.
Daí eu fui esperto. Eu roubei um magneto da porta da geladeira da
delegacia e comecei a passar ele na fita, pra tirar a eletromagnese
dela.
Daí o FBI não ia mais conseguir me rastrear.
Só que eu ia ter que fazer isso com todas as minhas fitas e isso faz
com que todo o conteúdo da fita seja perdido.
Daí eu tive uma idéia mais genial ainda. Eu peguei a minha filmadora
da marca Fílips e filmei um papel escrito "Essa fita não é protegida
pelo FBI. Você não vai ser preso."
Daí eu pluguei a filmadora no meu videocassete e copiei essa imagem
pro final de todas as fitas.
Agora, se o FBI vier me encher o saco, eu vou mostrar a fita pra eles
e vou falar que foram eles que disseram aquilo e que eu não tenho
responsabilidade nenhuma.
A propósito, só pra não parecer que fui eu que fiz, eu gravei também
umas barras coloridas que eu desenhei com canetinha, daí eu fiz um
barulho com a boca: "Piiiiiiiiiiiiiiiiiii"
Isso deve entrar sempre no final, depois do aviso do FBI.
Na semana que vem eu vou explicar como funcionam as regras da ABNT.
Obrigado.

domingo, 24 de junho de 2012

Objecto voador não indentificado (UFO)


Hoje teve uma perseguição policial paranormal no centro de Curitiba.
Pela primeira vez a policia precisou usar uma metodologia desenvolvida por mim, a "Operação UFO".
Foi bem assim:
De manhã, bem cedo, um cara ligou pra delegacia e falou que estava sendo seqüestrado.
A principio, eu achei que era um trote, afinal, pessoas seqüestradas não telefonam pra policia. Os seqüestradores que telefonam, pra pedir dinheiro.
Só que dai eu vi que era verdade, porque ele falou que estava sendo seqüestrado por extraterrestres.
Essa era a minha chance de colocar em practica o meu projeto ultra secreto contra discos voadores.
Dai eu mobilizei toda a delegacia, com armamento pesado, pra conseguir derrubar o disco voador e, finalmente, inverter os papéis, seqüestrando os aliemnigenas e enfiando uma sonda na bunda deles.
Por sorte, já na saída da delegacia, eu avistei o disco voador sobrevoando o centro de Curitiba:

Dai eu fiz o procedimento padrão da policia e criei um perímetro no centro de Curitiba. 
O objecto era exatamente como a vitima do sequestro havia descrito e estava exatamente no local indicado.
Depois, eu iniciei a operação derruba UFO.
Eu tive que agir rápido, porque os aliemnigenas já estavam controlando as mentes das pessoas.
O chefe, por exemplo, estava tentando impedir que eu atirasse pro alto.
Até o detetive Kelso e o detetive Morley, depois de me apoiarem durante a operação inteira, tentaram me impedir na hora que eu saquei a arma.
Bom, depois de vários tiros pro alto, o disco voador começou a cair. Em cima do Shopping Itália, que e o prédio mais alto de Curitiba.
Isso foi mais fácil pra mim, porque eu pude subir até o decagésimo andar do prédio, pra dar voz de prisão pessoalmente para os aliemnigenas. Se eu fiquei com medo? Confesso que sim, porque era a primeira vez que eu ia ver os aliens cara a cara, apesar de eu não acreditar neles.
Só que, quando eu cheguei lá, uma surpresa:
Os aliens haviam se teletransportado para outro lugar e só sobraram as vitimas dentro do disco voador.
Dai eu fiz todo o procedimento padrão da policia, levei os abduzidos para interrogatório e evacuei o prédio, pra evitar testemunhas oculares.
O disco voador tinha um sistema de auto-destruição e murchou diante dos meus olhos.
As vitimas de abdução sofreram algum tipo de lavagem cerebral dos aliemnigenas e não tinham nenhuma memória de terem sido abduzidas.
Mas o caso não está encerrado.
Eu fui muito esperto e mandei rastrear o telefone que ligou pra delegacia e, adivinha só:
Não era de nenhum dos abduzidos.
Isso comprova que a verdade continua lá fora.
Apesar de eu não acreditar em aliemnigenas.

sábado, 16 de junho de 2012

O Jantar da Delegacia

Ontem teve um negócio bem legal que eu nunca mais vou me esquecer.
Eu não me lembro exatamente como aconteceu, nem de todas as pessoas que compareceram, mas eu sei que tinham alguns personagens chave:
- A delegada
- O chefe
- Tumor, o cão policial
- Jaime Lerner (o prefeito de Curitiba)
- Detetive Kelson
- Detetive Morley
- Gonzalez

Era um jantar da delegacia, e aconteceu no restaurante Família Fodanelli.
Durante o jantar, sem o chefe perceber, um grupo de bandidos invadiu a cozinha do restaurante, à procura de dinheiro, obviamente.
Daí, como não tinha dinheiro na cozinha e tava cheio de policiais no próprio restaurante, toda a equipe técnica (os chefs, as chefas, as garçonetes e os garçonettos) foi sequestrada.
Os bandidos fugiram.
Na metade do jantar, o chefe percebeu que a comida não estava chegando nas mesas, daí ele pediu pra eu averiguar qual era o problema.
Daí eu descobri que o problema era esse que eu descrevi ha cerca de 2 linhas.
Só que, como a delegada estava no evento e ela é gostosa, eu resolvi mentir pro chefe e falar que estava tudo sob controle.
Daí eu chamei o Gonzalez, o Kelson, o Morley e o Tumor pra me ajudarem a preparar alimentos.
Primeiro eu peguei o pacote de Bonzo do Tumor (proteínas) e misturei com papel higiênico molhado (celulose).
Depois eu bati tudo no linquedificador, pra fazer uma massa uniforme.
Daí eu recortei essa massa uniforme em cubos e botei no forno, pra torrar.
Pronto, a polenta estava feita, com muito mais nutrientes e vitaminas do que a polenta original de verdade.
Não tinha carne, porque os bandidos levaram embora. Mas eu sou bem inteligente e sei que existe carne de soja.
Daí eu peguei toda a farinha de soja da cozinha e misturei com água, o que gerou uma gosma. Novamente, eu tive que usar papel higiênico, pra dar liga.
Tudo no forno, com um pouquinho de pimenta, pra dar cor e gosto.
Depois eu tive que criar várias variantes dessa carne, afinal, é um restaurante.
Primeiro eu mergulhei alguns pedaços de carne na cerveja.
Depois eu mergulhei outros pedaços no suco de laranja.
Daí eu fritei alguns pedaços dessa carne, pra fazer uns MecNuggets.
Eu fiz tudo até no formato da cabeça do frango, pra ficar igual ao original.
Alguns desses frangos eu mergulhei na água fervendo, pra fazer uma sopa.
Vocês acham que o banquete tava pronto?
Na-na-ni-na-não!
Depois eu ainda falei pra todo mundo tirar os cardassos do sapato, pra eu fazer o macaroni.
Esse foi fácil, porque foi só misturar com queijo e botar no forno, pro queijo derreter em cima.
Não tinha molho de tomate Sica, que é a marca que eu gosto.
Daí eu peguei morango mesmo, que é da mesma cor.
Depois eu peguei vários pedaços dos alimentos que eu fiz, botei numa marmita e fui embora.
Fin.

sábado, 2 de junho de 2012

Tabela periódica dos maus elementos

Hoje eu imprimi e coloquei na parede da delegacia a tabela actualizada dos maus elementos.
Dessa vez tem as fotos de cada um, pra ficar mais fácil de indentificar.
Como todos sabem, na aula de ciências, a tabela periódica é uctilizada para comparar o genoma das pessoas, dividindo elas em grupos.
Por exemplo, o grupo 8A começa com o Helio (de la Penha).
Isso significa que todos os outros integrantes desse grupo são negões com o olho claro.
Chico Mendes explica como isso acontece naquele livro sobre as ervilhas.
Outro exemplo é o grupo 7A, que começa com a letra F, de Fausto Silva.
Todos os elementos desse grupo são obrigatoriamente gordos, exceto o próprio Fausto Silva, que é um elemento de transição.
Na semana que vem eu vou falar sobre mecânica atlântica.