sábado, 21 de julho de 2018

Fandangoritos

Às vezes as pessoas e empresas que fabricam alimentos ficam entediadas e querem deixar o producto mais elaborado. Daí, pela falta de criatividade, elas acabam só misturando um sabor com o outro.
Eu tenho medo de quando inventarem o híbrido de Fandangos com Doritos, o Fandangoritos.
Ele vai ser de queijo ou presunto?
E pior: o próprio Doritos, que sabor que ele é, afinal?
Será que o Fandangoritos vai ter o sabor do Fandangos, mas o cheiro do Doritos?
Bom, poderia ser pior: poderiam inventar um cigarro com sabor de nicotina, mas cheiro de cheetos.
Tudo isso tem sódium, inclusive o cigarro.
Falando em sódium, vocês sabiam que, na tabela periódica, o potássium fica logo abaixo do sódium?
O potássium é mais saudável do que o sódium, então, por que não substituem um pelo outro no Fandangos, no Doritos e no cigarro?
Isso é uma conspiração da indústria de alimentos pra fazer com que as pessoas paguem pra morrer.
É por esse motivo que eu fabrico os meus próprios produtos em casa, com milho e farinha.
Na semana que vem eu vou testar uma receita de milho, farinha e nicotina, pra fabricar um híbrido de cigarro com fandangos caseiro. O nome vai ser Cigangos.
Obrigado.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Reflexão Filosófica-Espiritual-Gramatical

De que adianta fazer o bem ao próximo se não fazemos o bem ao atual, nem ao anterior?

sábado, 7 de julho de 2018

Como Construir um Foguete Espacial Usando Itens da Sua Própria Casa

Vocês lembram daquele dia que eu quase entrei em órbita acidentalmente por causa de modificações no motor da minha viatura?
Então, desde então, eu aperfeiçoei o sistema e agora eu vou descrever passo a passo como construir um foguete espacial usando itens da sua própria casa.
Primeiramente, o segredo para colocar objetos em órbita é construir um foguete com estágios ou acelerar um objeto (naquela ocasião, a minha viatura) a 30 mil KM/h na direção de uma rampa.
Como eu acordei só no hospital e não pude curtir a experiência na ocasião da rampa, eu resolvi fazer o foguete em estágios.
Eu testei o foguete na semana passada, durante uma perseguição policial. O meu objetivo era atirar nos bandidos de um ponto de vista privilegiado: órbita geoestacionária.
Agora eu vou explicar passo a passo como isso deu errado para que vocês possam repetir o procedimento em casa:
O material necessário é:
- 1 Carro
- 3 Canos de PVC
- Vários aceleradores de partículas (o tradicional tubo de imagens das TVs antigas, que eu sempre uso nos meus experimentos)
- Fósforos (muuuuuitos fósforos)
- Botijão de gás (cheio)
- Cabos de energia
- Tesoura
- Cola

Importantíssimo: verificar se o carro tem extintor de incêndio, porque esse é o único item que pode ser usado para manobrar no espaço sinderal.
O procedimento é o seguinte:
1) Separar os canos de PVC em categorias que serão os estágios do foguete
2) Colocar a boca do botijão de gás no cano que vai ficar colado imediatamente atrás do carro.
3) Colocar todos os fósforos dentro do cano intermediário.
4) Colocar os aceleradores de partículas dentro do último cano.
5) Colar os canos um no outro e no carro, nessa sequencia.
6) Furar o cano dos aceleradores de partículas e conectar um cabo neles, ligando à bateria do carro através do acendedor de cigarro.

Lembrando que o carro deve estar inclinado a um angulo de, pelo menos, 45 graus. Uma rua íngreme, como a que tem aqui do lado da delegacia, deve ser o suficiente.
Bom, deixa eu descrever como foi o meu experimento:
Era um dia tranquilo, quando, de repentemente, todos os policiais da delegacia foram chamados para atender uma mega ocorrência policial.
Todo mundo saiu correndo.
Eu saí tranquilamente com o meu GPS e entrei na viatura. O GPS era só pra eu me localizar no espaço pra poder atirar nos bandidos.
Daí eu liguei a viatura. No mesmo instante, o cabo de força ligou os aceleradores de partícula e a viatura decolou.
Assim que o cano do acelerador de partículas derreteu, começou a ignição do cano dos fósforos.
Isso deu mais velocidade à viatura. Porém, ao invés de ganhar altitude, a viatura começou a fazer uma parábola.
Eu não me preocupei muito, porque a parábola colocou a viatura numa trajetória de encontro aos bandidos, de acordo com o meu GPS.
Os bandidos, por sinal, já estavam vencendo o tiroteio contra a polícia e contra os cidadãos.
Quando eu comecei a enxergar os meliantes lá longe, imediatamente coloquei a cabeça pra fora da viatura e comecei a atirar na direção deles.
Obviamente eles levaram um tempo pra descobrir de onde vinham os tiros. Eu aproveitei pra gozar através do sistema de som da viatura. Eu liguei o som e falei "É o carro do sonho que tá atirando..."
Só que daí eles me viram e começaram a atirar pra cima, na minha direção.
Mas eu tinha uma carta na manga: o cano de fósforos terminou de queimar e derreteu, causando a ignição do botijão de gás, no terceiro estágio.
Isso deu mais velocidade para a viatura, que se chocou com tudo na localização geográfica dos bandidos.
Como o botijão de gás ainda estava pela metade, o choque causou uma explosão, a qual, de alguma forma, desacelerou a viatura e lançou a mesma para um pouso suave na calçada, ao lado do local do crime.
Foi a primeira vez que eu não acordei no hospital depois de um experimento científico.
Lembrem-se de sempre fazer os meus experimentos com a supervisão de um adulto.
Obrigado.

sábado, 30 de junho de 2018

Worcestershire

Eu gosto quando as peças do computador tem nomes de lugares, tipo Winchester, Java.
Ia ser bem gozado um computador fabricado 100% no Brasil com nomes de cidades brasileiras.
Daí eu poderia dizer:
- "Vai ter que formatar o Chopinzinho"
- "Queimou o Curralinho"
- "É melhor atualizar o Porto Velho"

Essa última frase é especialmente gozada, porque o nome "Porto Velho" não tem graça fora de contexto. Mas, dentro do computador, acaba se tornando altamente gozacional.

Outros exemplos nessa mesma linha de raciocínio:

- "Precisamos fazer backup para não perder o Vitória"
- "O fluxo de dados está lento no Rio de Janeiro"
- "Vou configurar o Boa Vista para uma resolução maior"

Curitiba e Cuiabá seriam peças que ficam obrigatoriamente atrás do computador.
Eu não saberia onde colocar Pelotas, mas seria em um lugar gozado.
O Pen Drive poderia se chamar Salvador.
Eu ainda não sei o que fazer com Natal, mas é uma gozação em potencial.
Fin.

sábado, 23 de junho de 2018

Medo total.

Outro dia eu fui atender uma ocorrência policial no centro de Curitiba. Era um roubo à joalheria (sim, isso é bem clichê. Inclusive já foi tema daquele filme da sessão da tarde com o John Malkovich). Enfim, geralmente, como eu não tenho medo de nada, eu já chego dando voz de prisão em todo mundo. Não importa se eu vou levar um tiro. Até porque o chefe vive me falando que eu só posso atirar se for uma situação de auto defesa.
Agora escreve junto, né?
Autodefesa.
Bom, daí eu tive que chegar gritando pra assustar os bandidos, afinal, eu queria que eles atirassem primeiro.
Só que, além de os meliantes não estarem armados, eles estavam usando máscaras de palhaço pra não serem indentificados pelas câmeras de segurança.
Igual no filme do John Malkowicz.
Daí, quando eu vi as caras dos palhaços, eu parei e saí correndo, porque eu tenho medo.
Os policiais que estavam na frente da joalheria também saíram correndo, mas foi porque eles acharam que os bandidos estavam atirando contra mim.
E eu falei pra eles que era exatamente isso que estava acontecendo.
Daí o tiroteio continuou e eu fui pra casa.

sábado, 16 de junho de 2018

Simulacrum

Outro dia eu prendi um bandido espertinho que tava usando um simulacrum de arma de fogo (revolver de mentirinha) para assaltar as pessoas.
Daí, na viatura, o espertão falou pra mim que NÃO era pra eu levar ele pra cadeia de verdade, porque a arma era de mentira.
Daí eu falei pra ele que ele tinha o direito a um advogado. Só que esse advogado ia ser de mentirinha também. E esse advogado ia ser eu mesmo.
Daí, depois que ele já estivesse na cadeia, ele ia receber alimentos de mentirinha, ia poder tomar banho, de mentirinha, receber visitas de mentirinha, etc.
Apenas 10% do que eu escrevi acima era verdade.