sábado, 30 de junho de 2018

Worcestershire

Eu gosto quando as peças do computador tem nomes de lugares, tipo Winchester, Java.
Ia ser bem gozado um computador fabricado 100% no Brasil com nomes de cidades brasileiras.
Daí eu poderia dizer:
- "Vai ter que formatar o Chopinzinho"
- "Queimou o Curralinho"
- "É melhor atualizar o Porto Velho"

Essa última frase é especialmente gozada, porque o nome "Porto Velho" não tem graça fora de contexto. Mas, dentro do computador, acaba se tornando altamente gozacional.

Outros exemplos nessa mesma linha de raciocínio:

- "Precisamos fazer backup para não perder o Vitória"
- "O fluxo de dados está lento no Rio de Janeiro"
- "Vou configurar o Boa Vista para uma resolução maior"

Curitiba e Cuiabá seriam peças que ficam obrigatoriamente atrás do computador.
Eu não saberia onde colocar Pelotas, mas seria em um lugar gozado.
O Pen Drive poderia se chamar Salvador.
Eu ainda não sei o que fazer com Natal, mas é uma gozação em potencial.
Fin.

sábado, 23 de junho de 2018

Medo total.

Outro dia eu fui atender uma ocorrência policial no centro de Curitiba. Era um roubo à joalheria (sim, isso é bem clichê. Inclusive já foi tema daquele filme da sessão da tarde com o John Malkovich). Enfim, geralmente, como eu não tenho medo de nada, eu já chego dando voz de prisão em todo mundo. Não importa se eu vou levar um tiro. Até porque o chefe vive me falando que eu só posso atirar se for uma situação de auto defesa.
Agora escreve junto, né?
Autodefesa.
Bom, daí eu tive que chegar gritando pra assustar os bandidos, afinal, eu queria que eles atirassem primeiro.
Só que, além de os meliantes não estarem armados, eles estavam usando máscaras de palhaço pra não serem indentificados pelas câmeras de segurança.
Igual no filme do John Malkowicz.
Daí, quando eu vi as caras dos palhaços, eu parei e saí correndo, porque eu tenho medo.
Os policiais que estavam na frente da joalheria também saíram correndo, mas foi porque eles acharam que os bandidos estavam atirando contra mim.
E eu falei pra eles que era exatamente isso que estava acontecendo.
Daí o tiroteio continuou e eu fui pra casa.

sábado, 16 de junho de 2018

Simulacrum

Outro dia eu prendi um bandido espertinho que tava usando um simulacrum de arma de fogo (revolver de mentirinha) para assaltar as pessoas.
Daí, na viatura, o espertão falou pra mim que NÃO era pra eu levar ele pra cadeia de verdade, porque a arma era de mentira.
Daí eu falei pra ele que ele tinha o direito a um advogado. Só que esse advogado ia ser de mentirinha também. E esse advogado ia ser eu mesmo.
Daí, depois que ele já estivesse na cadeia, ele ia receber alimentos de mentirinha, ia poder tomar banho, de mentirinha, receber visitas de mentirinha, etc.
Apenas 10% do que eu escrevi acima era verdade.

sábado, 9 de junho de 2018

Amanhã Hoje Será Ontem

Todo mundo sempre me pergunta: "Ô, Ramirez, por que você sempre escreve no bógue só no sábado?"
Daí eu meio que não me lembro do motivo, mas deve ter algo a ver com o fato de que o chefe não trabalha na delegacia no final de semana e eu posso entrar na salinha dele pra usar o computador dele.
Na realidade, eu uso o computador dele pra ficar vendo coisas no youtube e pra baixar joguinhos no Kazaa.
O único joguinho que eu consegui instalar no meu computador foi paciência.
No computador do chefe eu coloquei uns jogos mais modernos, tipo Duke Nukem e Doom.
Mas, peraí, então, se eu passo o sábado inteiro jogando no computador do chefe, como que eu escrevo nesse blógue?
Será que não sou eu mesmo escrevendo aqui e sim outra pessoa aqui da delegacia que escreve por mim?
Pensando bem, isso meio que faz sentido, porque eu não seria burro o suficiente pra escrever aqui tudo que eu faço de ilegal, por exemplo, com o computador do chefe.
Mas essa pessoa que escreve por mim, como será que ela tem acesso aos meus pensamentos?
Esse assunto está começando a ficar paranormal.
Talvez eu mesmo escreva tudo isso, mas acabe me esquecendo por causa de algum tipo de amnésia.
Será que eu estou mesmo, nesse exacto momento, de verdade, aqui na delegacia, fisicamente, em carne e osso, escrevendo em um computador?
Será que essa história de blógue e leitores não faz tudo parte da minha imaginação?
Ou talvez eu, o blógue e todos os personagens da delegacia façam parte da imaginação de uma terceira pessoa, com uma mente muito insana?
Ou até mesmo do subconsciente coletivo?
Eu tenho medo de tudo isso.
Ao menos o medo é real.
Bom, chegando ao final desse texto, eu não consegui concluir o motivo pelo qual eu sempre escrevo nos Sábados. Mesmo assim, eu desejo a todos os meus leitores um plácido Domingo.
Obrigado.

sábado, 2 de junho de 2018

Erro Médico

Outro dia eu fui fazer o exame médico periódico da delegacia.
Daí o médico falou pra mim tudo aquilo que eu já sabia que ele ia falar:
- Não fumar
- Não tomar cerveja
- Não comer sódio (fandangos)

Eu sempre ignoro o que ele fala e continuo fazendo o que não pode.
Só que, dessa vez, aconteceu um negócio que me deixou preocupado:
Na saída do consultório eu vi que ele pegou os meus exames e telefonou pra outro médico.
Eu fiquei ouvindo do lado de fora da porta.
Ele repetiu tudo aquilo que ele tinha falado pra mim, exceto um negócio:
O Complexo de Golgi.
Será que eu tenho esse tal de Complexo de Golgi e o médico não quis falar pra mim?
Talvez eu tenha só uma semana de vida.
Vou comprar um monte de cerveja, cigarro e fandangos.
Obrigado.