sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Minha casa está toda gozada.

Uma notícia bem ruim: a grama do meu jardim cresceu e os círculos anielígenas que eu tinha desenhado ali, com o cortador de grama, desapareceram.

Daí eu tive que inventar outra gozação pra enfeitar a minha casa e deixar os transeuntes com a pulga atrás da orelha (o que é algo perigoso, pois pode dar dengue).

Eu lembrei que uma vez eu vi num filme do Chuarzenéguer umas casas lá dos Estados Unidos que ficavam meio que com uma lona gigante em cima, pra detetetetetização. Aí eu pensei: "Por que não matar duas pedras com um pinto só?"

Daí eu produzi um pano gigante pra cobrir a minha casa, pra ao mesmo tempo detetetetetetizar ela e assustar quem passa na rua. O Gonzales me ajudou conseguindo vários plásticos e lonas, costurando tudo numa coisa só. Na verdade, foi ele quem fez tudo. Eu só estendi o negócio pelo meu telhado.

Aí eu tive duas opções de decoração: ou eu desenhava a cara de um phantasma gigante, pra minha casa ficar sendo uma casa phantasma, ou eu arrumava uma fita gigante, pra embrulhar a minha casa como um presente de Natal gigante. Eu preferia a segunda opção, afinal, eu ia esquecer que tinha feito isso e, quando chegasse em casa, eu ia ver aquele presentão e dizer: "Ooooooba! Tiraram a minha casa daí e me deram outra de presente!" Ou ainda: "Tomara que tenha só cerveja dentro desse pacotão!". Mas como eu não consegui a fita, eu tive que optar pela opção número um.

E é por isso que eu estou escrevendo isso tudo da delegacia, que é onde eu vou pernoitar hoje (mas não nas celas). Eu meio que tenho medo de casa phantasma.

Nota: a cara que eu desenhei na lona sobre a minha casa tem uma boca bem grande. Caberia o meu carro ali.

sábado, 22 de agosto de 2009

Nomes sem sentido (parte 1)

Eu andei prestando atenção nos nomes de personagens que aparecem na TV e percebi que, às vezes, eles não tem nada a ver com os personagens em sis.
Daí, agora eu vou colocar aqui alguns deles, com a foto e a explicação do lado:

1) Jaime Palito, do carrossel.
Por que o nome dele é Jaime PALITO se ele é gordinho?








2) She-Ra.
Se o nome do He-man é He-MAN, por que o nome da She-RA não é She-WOMAN?















3) Satã Ghost.
Tá na cara que ele é, na realidade, o Dark Veider.
Além disso, na minha opinião, o Dark Veider é muito mais do mal do que o Satã Ghost.















4) Super Vick.
Na realidade isso é o nome de um remédio usado no tratamento da gripe suíça.












5) Vareta.
Aqui temos um problema menos grave do que o do Jaime Palito.
Mesmo assim, não dá pra chamar esse cara de Vareta.


















6) Tatu.
A semelhança só ocorre no tamanho.


















7) Frank Black.
O que eles acertaram no DARK Veider, eles erraram aqui.
















Fim.

domingo, 16 de agosto de 2009

Necessidade de água líquida

Hoje eu tive que trocar o galão de água daqui da delegacia. Quando ele tá cheio de água ele é pesado e eu tenho medo.

Eu pedi cinco reais pra fazer isso, pro meu chefe. Ele disse que não.

Daí eu tive uma idëia (agora mudou esse negócio de acento, né? O hímem não pode ser mais usado) brilhante.

Eu levei o galão vazio, que é levinho, pro telhado da delegacia. Como aqui é Curitiba, ia chover logo e ele ia ficar cheio de água. Eu sou bem inteligente e economizo muito dinheiro com as minhas idëias.

O problema é que deu trabalho pra chegar no telhado da delegacia. Tinha que subir uma escada, coisa que eu não faço desde 1993. E quando eu pisei lá caíram umas três telhas. Bom, na verdade, eu chutei elas com força, porque imaginei que elas fossem cair em cima do carro do Chefe.

Daí eu deixei o galão lá. Passou uma hora e eu fiquei ansioso demais pra ver se tinha dado certo. Aí eu fui ver se ele já estava cheio de água cristalina e geladinha. Quando eu voltei eu meio que me decepcionei. Eu tinha deixado a boca do galão virara pro lado. O galão tava deitado. E tinha sol, ou seja, quando eu fui colocar ele de pé, ele tava bem quente. Daí eu disse "Ai!". E ele rolou do telhado.

Foi aí que eu me dei conta: e se eu enchesse ele de cerveja? Só que aí eu comecei a ficar com medo e esqueci de fazer isso, porque eu me dei conta que estava dando bobeira no telhado da delegacia, perigando levar um raio na cabeça ou me queimar com chuva ácida, apesar do sol.

Aí eu simplesmente devolvi o galão vazio no bebedouro. E desenhei água nele com caneta piloto. E desenhei também uns peixes nadando ali. E umas minhocas-do-mar, pras pessoas ficarem com medo, achando que tinha dengue ali. Daí só eu ia beber água desse galão.

O Gonzalez tem uma minhoca no célebro

Esse negócio de doenças e víruses pra lá e pra cá tem me inspirado cada vez mais a fazer gozações.
Como foi meio inevitável que todo mundo voltasse ao trabalho, eu tive que reabastecer (agora escreve junto, né?) o meu cartucho de piadas.
Daí, pelo jeito, a bandidagem meio que ficou com medo de sair de casa nas últimas semanas, então a delegacia ficou parada o dia inteiro.
Daí é claro que eu cheguei mais atrasado do que eu normalmente chego.
Os primeiros gozadores que eu vi foram o detetive Morley e o detetive Kelso.
Na hora qu eles me viram, eles vieram tossindo na minha direção e falaram que iam me abraçar.
Daí eu mostrei a minha arma.
Só que eles me abraçaram do mesmo jeito.
Na realidade eu queria mesmo é que a delegada me recebesse desse jeito.
Mas não.
Daí eu continuei andando pelo corredor.
Todo mundo ficou dando risada da minha cara.
Daí eu abri um pacote de xitos pra delegacia ficar fedendo.
O chefe falou que eu sou sem noção.
Geralmente ele não usa essas expressões mais jovens.
Daí eu cheguei na minha mesa e desenhei um raio X da cabeça do Gonzalez com uma minhoca dentro.
Eu botei esse raio X dentro da pasta do médico que estava visitando a delegacia.
Daí eu finalmente sentei e comecei a trabalhar (ou seja, escrever no blogger).
Fim.

A propósito, no final do dia, eu descobri que tinha um papel escrito "Me chute" grudado nas minhas costas.

domingo, 9 de agosto de 2009

Calor fora de época

Está fazendo calor fora de época em Curitiba. 20 graus.
Isso é muito perigoso, porque podem surgir novas viroses, parasitoses, bacterioses e fagocitoses, como a dengue.
É por isso que eu mandei uma carta para a prefeitura dizendo que era pra não abrir o prédio. (lembrem-se que a delegacia já estava fechada por causa da gripe suíça)
Eu acho que eu meio que fiz um serviço social.
Daí eu escrevi, obviamente, todo o meu conhecimento médico sobre a dengue.
A dengue é um vírus que vive dentro da caixa de água.
Quando a gente dá a descarga com freqüencia, a dengue vai embora.
Só que tem que economizar água, por causa do aquecimento global.
É assim que a dengue se espalha incontrolavelmente pelo mundo.
Agora, o que é um vírus?
A palavra vírus é de origem sumérica e significa "negócio que infecciona as pessoas".
Em 1925, na Suméria, um velho barbudo que vivia numa caverna (obviamente) começou a passar mal.
Daí a barba dele caiu.
Os cientistas ficaram perpléxos por cerca de 3 séculos, quando então veio um cara bem inteligente falou: "Ei, talvez ele tenha sido infeccionado por um negócio!"
O que ele disse em sumérico foi: "Talvezen el ten cid Vírus!"
E foi assim que a palavra vírus ficou conhecida no mundo inteiro.
Fim.

domingo, 26 de julho de 2009

Factos da minha infância - parte 1

Hoje eu vou contar a história da primeira vez que eu prendi um bandido.
Estava eu e o Gonzalez dentro do ômnibus escolar que ia sair de Curitiba e levar a minha turma da escolinha para visitar a cidade de Anhanhanhenha, interior de São Paulo.
Na saída de Curitiba, o ômnibus caiu numa emboscada.
A BR 116 - a Rodovia da Morte - ainda era de terra, e não de asfalto.
Daí os bandidos cavaram um buraco pro ômnibus atolar e eles poderem entrar e assaltar todo mundo.
Só que eles não sabiam que era um ômnibus escolar e que, consequentemente, não tinha dinheiro. Daí eles fizeram uma cara de decepção que eu não vou me esquecer até hoje. Todos os meus coleguinhas começaram a apontar pros bandidos e dar risada.
Menos o o Gonzalez, que já tava chorando igual a uma menininha.
Apesar de que todas as menininhas estavam rindo também.
Daí eu apontei pra cara do bandido chefe e comecei a dar mais risada ainda.
Daí eu falei: "Eu vou contar tudo pra tia!"
Acho que foi a primeira vez da minha vida que eu gozei.
Bom, daí, não satisfeitos, os bandidos resolveram sequestrar o ômnibus.
Daí eles apontaram uma arma pra cara do motorista e fizeram ele sair dirigindo.
Nesse momento eu já tava achando tudo alucinante.
Daí o motorista passou mal e morreu, deixando o ômnibus descontrolado.
Adivinha quem já tinha dirigido um ômnibus antes?
Eu.
Daí eu assumi a direção.
Os bandidos falaram que era pra eu ir o mais longe possível de Curitiba.
Só que eu fiz justamente o contrário, eu voltei e comecei a ir na direção do departamento de polícia de Curitiba.
Quando eu finalmente cheguei no asfalto, eu acelerei o veículo (vocês acharam que eu ia escrever a palavra ômnibus novamente, né? Mas eu não escrevi!).
Daí eu fiz igual naquele filme do Keanuss Rível que o ômnibus tem uma bomba e sai correndo em velocidade máxima: "Aceleração Total".
Eu comecei a fazer manobras radicais e, finalmente, eu arremessei o ômnibus contra a delegacia.
Bom, daí é lógico que a polícia prendeu os bandidos na hora. (naquela época não tinha essa frescura de ambulância e direitos humanos de hoje em dia.)
Mas eu considero até hoje que fui eu que prendi os bandidos.
Quem tiver a oportunidade de passar na frente do prédio do departamento de polícia de Curitiba pode dar uma olhada no muro, que ainda tem uma marca do impacto com o veículo.
Fim.