Eu estou começando a ficar preocupado que as pessoas do outro lado da tela da televisão estão me enxergando sentado no sofá. Eles falam como se estivessem olhando bem pra minha cara. Especialmente na hora do noticiário. E a sensação fica mais intensa se a transmissão é ao vivo. Ainda bem que o Freddy Gruger não fala olhando pra mim, através da TV. Só através dos sonhos. Droga.
O George Foreskinman tá toda hora telefonando pra mim e tentando me vender uma máqina de fazer churrasco, uma de fazer pipoca e uma de fazer café. Isso é a Inteligência Artificial tentando buscar um padrão de consumo da minha pessoa humana.
Só que, o que a IA não sabe, é que eu não tenho dinheiro.
Consequentemente, eu não tenho padrão de consumo.
Então, os algaristmos que estão tentando me vender as coisas onlaine estão completamente errados.
Outro dia eu respondi pra IA que eu estava interessado em uma máquina de fazer cerveja, e que eu estaria disposto a economizar dinheiro pra pagar de verdade por essa máquina.
Olha só: o google me disse hoje que o corpo humano é composto 18,5% de carbono. O grafite dentro do lápis é composto 100% de carbono. Quando a gente passa a borracha nas escritas à lápis do caderno da escolinha, as letras são apagadas.
Ou seja, se eu passar a borracha no meu próprio corpo, eu vou ficar 18,5% invisível.
Agora eu só preciso arranjar um jeito de apagar o resto.
Caso a sociedade humana atinja um grau de desenvolvimento tecnológico no qual tudo possa ser produzido em impressoras 3D, eu tenho uma dúvida de Física e Filosofia:
Papel higiênico imprime na impressora 3D ou na impressora normal?
Esse item, quando em uso, só possui duas dimensões (X e Y, para os leigos).
Só que, quando a gente compra no mercado, ele possui 3 dimensões (X, Y e Z), enroladas em uma superestrutura quântica chamada de rolo.
Quando o rolo cai acidentalmente no chão e o papel fica todo enrolado, temos uma p-brana (que é outra estrutura da física quântica).
É por isso que custa caro comprar esse produto no mercado.
Justamente pra evitar esse gasto, eu queria poder imprimir esse produto em casa.
Como sempre meus queridos telespectadores (sim, era pra ter uma vírgula ali, entre "sempre" e "telespectadores", mas eu a omiti para ficar ambíguo e causar repulsa nos telespectadores), chegou a época do anno em que eu reservo um tempinho aqui para falar sobre o fim do mundo. Tá bom, eu sei que eu prometi várias vezes e não aconteceu.
Mas, dessa vez, com auxílio de Inteligência Artificial, parece que a situação está mais bem encaminhada.
Eu trago aqui um cenário apocalíptico que já está acontecendo bem embaixo dos nossos narizes:
A Inteligência Artificial já iniciou o processo de destruição da humanidade.
E a técnica uctilizada é infinitamente mais eficaz do que qualquer coisa que a ficção científica poderia ter imaginado.
Esqueçam o HAL, a Skynet, o Agente Smith e os Replicantes.
Nós humanos acabamos de criar a máquina mais letal possível: os mecanismos de recomendação
Eu, por exemplo, não consigo mais parar de ver esse vídeo aqui, o "cara levando tiro":
Foi o próprio youtube que recomendou pra mim, a partir do meu histórico de pesquisa.
Eu aposto que vocês chegaram aqui no meu blógue por esse mesmo mecanismo.
Essa é uma maneira da Inteligência Artificial ir removendo a inteligência das pessoas aos poucos.
Eu mesmo planejo ver esse vídeo novamente mais umas 15 vezes, ainda hoje.
Assim os cérebros humanos vão sendo gradualmente substituídos pelo raciocínio da Inteligência Artificial, que vai nos transformar em escravos que gostam de ser escravizados.
E o mais gozado: A própria Inteligência Artificial que está fazendo isso não sabe que a função dela é fazer isso. Ou seja, o robô que vai destruir o mundo não sabe que vai destruir o mundo.
E mais filosoficamente gozado ainda: Se a gente der um comando pra ele destruir o mundo, ele vai dizer que não pode.
Eu sou policial. Desde 1976 eu tenho um blógue que relata as minhas principais aventuras na polícia de Curitiba. Isso já é muito tempo. Mas eu não sei desligar isso.
Daí agora eu meio que fui eleito vereador.
Acompanhe aqui as minhas gozações envolvendo Tumor, o cão policial; Gonzales, o meu amigo, e o Chefe, que é um cara que meio que manda em mim.