sábado, 28 de dezembro de 2024

Fim do Mundo 2025 - Agora Vai

Como vocês telespectadores já sabem, todos os finais de ano eu escrevo aqui no meu blógue uma tese de Pós Doutorado acerca das circunstâncias que envolvem o fim do mundo.
Na minha tese eu sempre avalio as previsões de médiuns, grandiuns e pequeniuns que possuem mais de 90% de chance de se concretizarem no anno seguinnte.
De acordo com a minha calculadora, as previsões de fim do mundo coincidindo com a virada de ano estavam corretas em 0% das ocasiões.
Isso me deixa com medo, pois, de acordo com a probabilística, quanto maior é a repetição de um resultado (a continuidade do mundo, nesse caso), maior é a chance do outro resultado ocorrer na tentativa seguinte (o fim do mundo, nesse caso).
Notem aqui que eu não me refiro somente à destruição do planeta Terra. Eu me refiro ao cessar total da existência do espaço-tempo-continuum.
E, se o tempo deixa de existir, as minhas postagens mais antigas aqui do blógue deixam de existir também.
Toda a comida (cerveja e fandangos) que eu comprei ontem (pra estocar no meu bânquer caso o mundo acabe de verdade) vai deixar de existir, porque o ontem vai deixar de existir.
Por sorte, tem uma brecha nesse meu raciocínio:
Se o ontem vai deixar de existir, então, no dia 1 de janeiro de 2025, na ocasião do fim do mundo, a própria causa do fim do mundo terá deixado de existir juntamente com o dia anterior.
Pronto. Fiquei mais tranquilo.
Agora eu só preciso me preocupar com o calendário chinês.
O calendário hebraico também.
O calendário indígena.
O calendário hindu.
Acabei de perceber que tem mais de 365 calendários diferentes.
Ou seja, todos os dias do anno são o fim do mundo em um calendário específico.
Mas agora eu fiquei feliz, porque, somando todos os calendários, todos os dias são feriado.
Eu vou informar isso pro chefe, pra não precisar mais ir pro trabalho.
E vou pedir também uma indenização por ter trabalhado em todos os Black Sabbaths, desde 1971.
Obrigado.

sábado, 21 de dezembro de 2024

Questões Filosóficas Que Não Dava Pra Esperar Até Eu Ter Uma Resposta Mais Adequada - Parte 1

Daí, galerinha, tudo susse?
Atendendo a pedidos, hoje eu vou iniciar uma série de postagens, na qual eu vou responder algumas questões filosóficas que não dava pra esperar até eu ter uma resposta mais adequada.
Pergunta:
Papai Noel existe?
Resposta:
Eu tenho medo do Papai Noel. Todos os Dezembros, desde 1975, os meus colegas da delegacia ficam me zoando, por causa desse medo. Daí, depois que o Natal acaba, eles sempre falam que era tudo mentirinha, e que o Papai Noel não existe e verdade.
Pois então, desde 1975, eu cobro deles uma prova de que o Bom Velhinho não existe mesmo, como eles afirmam. E é aí que está o problema: ninguém consegue me apresentar evidências conclusivas de que o Papai Noel não existe de verdade.
Tenho até mesmo colegas que já foram até o Polo Norte. Eles me falaram que não encontraram nenhum Papai Noel lá, onde ele deveria estar.
Mas, e se ele estiver em outro lugar? Eles procuraram em todos os lugares do Umniverso? Na-na-ni-na-não.
A minha conclusão é de que eu não tenho informações suficientes para chegar a uma conclusão conclusiva.
Obrigado.

sábado, 14 de dezembro de 2024

Léxico Intergaláctico

Antigamente, quando eu assistia "Jornada nas Galáxias" na televisão, eu ficava com a pulga atrás da orelha toda vez que alguém usava a expressão "planeta natal".
É porque eu achava que ia aparecer algo assim:





Obrigado.

sábado, 7 de dezembro de 2024

Eletrólise Facial

Hoje cedo eu cheguei na delegacia e o chefe reclamou que eu não tinha me barbeado, e que um oficial da lei não deveria se apresentar daquele jeito para a população de Curitiba, servir e proteger, etc, etc. Daí eu precisei me barbear na delegacia mesmo.

Só que eu confundi o aparelho de barba:
Com o Teizer da polícia:


Eu não preciso nem dizer o que aconteceu depois.

sábado, 30 de novembro de 2024

Ficção Científica

Outro dia eu estava de saco cheiro e resolvi transformar a minha salinha da delegacia (Gabinete, Bureau, ou qualquer nome que vocês quiserem chamar) em um laboratório.
Nesse laboratório, eu comecei a fazer experimentos científicos com os bandidos da carceragem.
Primeiro eu extraí uma amostra de sangue de um bandido (DNA) e injetei em um ovo.
Daí eu mantive o ovo aquecido em um ninho, para ver se chocava um clone do bandido de dentro.
Não deu certo.
Mas teria sido gozado se o ovo de facto chocasse, gerando um clone do bandido, só que bem pequeno.
Isso inspirou o meu próximo experimento: Eu levei o próprio bandido até o laboratório para tentar diminuir o tamanho dele.
Se esse experimento tivesse dado certo, seria bem útil do ponto de vista da segurança pública, pois um bandido com metade do tamanho representa só 50% da periculosidade total.
Se eu fizesse isso com todos os bandidos, também seria uma boa propaganda para o prefeito de Curitiba, que poderia afirmar que, no mandato dele, a criminalidade diminuiu 50%.
Mas eu só ia fazer isso se o prefeito aumentasse o meu salário em 50%.
Bom, obviamente eu tentei reduzir o bandido apontando pra ele o tubo de raios catódicos (canhão de electrons) do meu televisor velho.
Não teve mudança no tamanho, mas teve queimaduras.
Agora o pessoal dos direitos humanos quer falar comigo.
Eu vou repetir aquele primeiro experimento de clonagem, só que com o meu próprio DNA.
Se der certo, eu vou mandar o meu próprio mini-clone ir falar com o pessoal dos direitos humanos.
Isso vai ser bem gozado, então eu vou ficar olhando bem de longe, com um binóculo, pois certamente eu vou rir até passar mal.
Provavelmente o mini-clone vai ter uma voz bem fininha, então é melhor eu espiar de perto, pra poder ouvir a conversa.
Daí, provavelmente, eu vou passar mal mais ainda.
O mini-clone deve passar mal também.
Caso isso realmente aconteça, eu vou deixar preparada uma ambulância de brinquedo, operada por mim mesmo, via controle remoto.
Quando eu ver a cara do pessoal dos direitos humanos observando essa situação, eu vou passar mais mal ainda. Daí a ambulância de verdade vai precisar me levar pro hospital.
Fin.

sábado, 23 de novembro de 2024

Biologia e Língua Portuguesa - Parte 10

Antigamente eu achava que a palavra "exímio" se referia à nossa espécie de Homo Sapiens.
Tipo: Ex-Símio
Porque teve um processo evolutivo.
Os outros primatas seriam os ainda-símios.
Obrigado.