sábado, 28 de setembro de 2024

Doppler Adulterado

Daí, galerinha! Tudo susse?
Hoje eu vou falar um pouquinho sobre física.
Nem todo mundo sabe (mas os bandidos sabem disso muito bem) que, através somente do som, é possível saber se uma viatura da polícia está se aproximando ou se afastando.
"Como assim, Ramirez? Sem enxergar a viatura? Só ouvindo o som da mesma???"
Siiiiimmmm. Existe um negócio bem gozado da física chamado efeito doppler.
Resumidamente, de forma concisa e sumária: Esse efeito doggler faz com que o som da sirene fique mais agudo (e gozado), quando a viatura está se aproximando.
Quando a viatura está se afastando, acontece o oposto. Inversamente proporcional no barulho, porém igualmente gozado.
Tendo em vista que os bandidos estão contando com isso pra saberem se podem ou não dar continuidade às actividades criminosas, eu inventei um equipamento novo: A Sirene Anti Doppler
Agora, quando eu estou dirigindo a viatura na direção do bandido, eu aperto um botão que diminui a frequência do som, compensando o meu movimento de aproximação.
Eu posso fazer o contrário também, pra fingir que eu não estou me afastando.
Ou também, eu posso ficar com a viatura parada. Daí eu faço um "doppler de afastamento". O bandido, acreditando que eu já estou bem longe, dá continuidade às acções criminosas. Nesse momento, eu pego ele em fragrante.
É a física a serviço da policiologia.

sábado, 21 de setembro de 2024

Televisão

Eu acabei de descobrir que o Canal da Mancha não é aquele canal que eu sintonizo no meu televisor pra ver os adolescentes explodindo coisas e descendo ladeiras dentro de um carrinho de supermercado, na TV comunitária de Curitiba.
É que tem um defeito na câmera que eles usam (por causa de uma dessas explosões) e daí fica uma mancha no canto da tela, em todos os programas.
Daí eu sempre chamei esse canal da TV de "Canal da Mancha".
Que mundo louco, né?

sábado, 14 de setembro de 2024

Perigo Biológico

Como eu sou um cara bem moderno e actualizado nas tecnologias da sociedade actual de hoje em dia, ontem eu pedi comida pelo Aifúd.
Mal eu sabia que a situação ia se transformar em uma emergência policial.
Aconteceu o seguinte:
Eu telefonei pro Aifúd e pedi uma cerveja e uma carninha de javali.
Daí o motoboy do Aifúd demorou um monte pra chegar.
Na hora que eu ia telefonar pro Aifúd reclamando, eu escutei uns gritos de socorro na rua.
Era o motoboy, correndo, todo ensanguentado.
O javali estava mal passado, ainda vivo, atacou o motoboy e se escondeu na vizinhança.
Daí eu tive que pegar a espingarda da polícia, porque a situação tinha se tornado uma caçada.
Eu me lembrei daquele filme do Schwarzinigga, "Peidador", no qual aquele monta várias armadilhas para capturar este, o qual quer matar aquele na floresta. Daí o Schwarziniggerman não consegue. Mas as armadilhas capturam um javali. Isso dá um susto em todo mundo. É uma cena bem gozada. Eu fiquei com medo.
Bom, daí eu fiz exatamente isso. Montei armadilhas em toda a vizinhança e fiquei esperando em cima do meu telhado com a espingarda da polícia, um binóculo infra-vermelho (agora escreve junto, né?) infravermelho, umas granadas e um radar móvel. Instrumentos de guerra. Eu não posso dar detalhes. É confidencial.
Só que aconteceu o seguinte: o javali passou por todas as armadilhas e causou várias explosões na vizinhança. O momento mais legal foi quando uma tampa de bueiro saiu voando.
Eu não vi o réptil correndo e ativando as armadilhas, mesmo assim eu dei alguns tiros, só pra justificar o uso do equipamento.
Alguns vizinhos sairam de casa atirando também, o que transformou a situação em um cenário de guerra.
Um dos vizinhos tinha uma metralhadora. Talvez eu deva investigar isso depois.
Tendo em vista que nenhuma das pessoas armadas conseguiu atingir o marsupial, eu precisei jogar algumas granadas do telhado.
Daí eu usei o meu binóculo infra-ver... infravermelho pra procurar o cadáver do javali em meio à confusão.
Não encontrei. O radar também não encontrou.
Eu fiquei com a pulga atrás da orelha.
Literalmente, porque, quando eu olhei pra trás, eu tomei o maior susto de toda a minha vida: o javali estava parado bem atrás de mim.
Eu imediatamente joguei a rede de captura em cima do eucarionte (agora eu acertei, né?).
Isso causou um alvoroço por parte da criatura e fez com que eu e ele caíssemos rolando de cima do telhado.
Eu acordei no hospital.
Mas eu aposto que o javali acordou na cadeia.
Fim.

sábado, 7 de setembro de 2024

Processo Seletivo Máximo

Toda vez que chega um estagiário novo na delegacia, eu pego um documento cheio de texto e passo "acidentalmente" pela máquina de triturar papel (de cuja qual eu tenho medo, por sinal).
Daí eu falo pro estagiário: "Essa não! Alguém vai ter que colar tudo de volta!"
Quando o estagiário está colando o último pedaço, eu falo: "Peraí, tinha uma palavra errada. Vou imprimir novamente."
Esse teste é eliminatório.

sábado, 24 de agosto de 2024

Inteligência Gozacional - Parte 2

É impressionante a evolução tecnológica da inteligência artificial de hoje em dia.
Antigamente, por exemplo, eu fazia bonequinhos de vudu com a aparência dos meus colegas de trabalho aqui da delegacia.
Só de gozação mesmo. Eu não acredito em vudu. Apesar de eu ter medo.
Bom, daí eu meio que construía os bonequinhos com uns panos na cor do uniforme da polícia e desenhava a cara do pessoal.
Não ficava nem um pouco parecido com as pessoas de verdade.
Portanto, eu não conseguia gozar com eficiência.
Hoje em dia, com a inteligência artificial, eu consigo transformar as fotos dos meus colegas de trabalho em modelos 3D. Daí eu envio os arquivos pra impressora 3D da delegacia.
Então agora eu tenho bonequinhos idênticos às pessoas originais.
Às vezes, quando tem reunião, eu pego os bonequinhos de todo mundo e coloco junto com uma mesa em miniatura. Lá na sala de reunião mesmo, na frente de todo mundo.
Daí, quando a reunião tá bem chata, eu começo a espetar agulhas em bonequinhos aleatórios.
Só o Gonzalez sente dor.

sábado, 17 de agosto de 2024

Pegadinha Nota 3. Teria sido 10, mas eu fui a vítima.

Nessa semana aconteceu a festa da delegacia.
Todo mundo ficou bêbado. Menos o chefe.
O pessoal da delegacia é bem gozador, então, cada vez que alguém bebia até ficar inconsciente, acabava virando vítima de alguma pegadinha. A pessoa só percebia que alguma coisa tava errada quando acordava.
O primeiro foi o Gonzalez. Enquanto ele tava apagado, trocaram a roupa dele por uma fantasia de Tiazinha.
Depois teve várias outras vítimas.
Teve um cara que acordou dentro de uma cela na própria delegacia.
Daí, em um momento de ingestão alcooólica, eu mesmo fiquei inconsciente. Eu geralmente não fico, mas é porque o meu consumo normal de etanol é limitado ao valor que eu consigo pagar.
Naquele dia, não. O etanol era de graça.
Quando eu acordei, eu comecei desesperadamente a procurar qual era a gozação que tinham feito comigo. Mas não tinha nada visivelmente errado.
Eu olhei no espelho pra ver se não tinha nada escrito na minha testa.
Nada.
Eu comecei a ficar com a pulga mais ainda atrás da orelha quando o pessoal começou a pedir pra eu aparecer junto nas fotos.
Todo mundo pedindo pra eu dar um sorriso.
Depois eu fui ver as fotos e percebi o que tava errado: enquando eu dormia, os gozadores desenharam um aparelho ortodontológico nos meus dentes, com canetinha permanante de tinta prateada.
Ainda bem que o dentista falou que todos os meus dentes estão prestes a cair, por má escovação.
Agora sim que eu não vou mais escovar.
Fin.