sexta-feira, 21 de janeiro de 2005

Hoje aconteceu uma coisa bem gozada.

Eu não sabia se eu dava risada ou se eu prendia o marginal.

Daí eu acabei fazendo as duas coisas.

Foi bem assim:

Aqui em Curitiba, nas ruas, tem uns caras que tentam vender coisas pra você no trânsito. Daí tem alguns deles que não sabem ler. Outros não sabem escrever. O que eu vi hoje não sabia nem ler nem escrever.

Daí ele chegou pra mim e falou bem assim: "O senhor é da polícia?"

Eu fiquei com medo, porque talvez ele fosse um meliante.

Daí eu disse: "Sim, e a minha arma é de verdade."

Daí ele disse que era pra eu prender um cara que tava dando risada do outro lado da rua.

Olha só o que o gozador tinha feito:

Ele perguntou pro cara que não sabia ler e escrever se ele precisava de ajuda pra vender chiclete na rua.

Daí o cara falou que sim.

Daí o gozador falou que era pra ele dizer o preço do chiclete que ele ia escrever no papel pra facilitar o diálogo com o consumidor.

Só que daí eu fui olhar o papel e tava escrito bem assim: "Eu sou boiola e preciso de dinheiro pra ir pro hospital me curar"

Eu nunca tinha visto tamanha gozação.

Daí eu prendi os dois por desacato à autoridade.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2005

Eu sempre achei que o cigarro ia me causar problemas algum dia.

Ontem de noite eu esqueci um cigarro aceso e o meu sofá pegou fogo.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2005

Ontem de noite eu não tinha nada pra fazer, daí eu resolvi eu mesmo passar um trote pra polícia.

Por sorte, foi o chefe que atendeu o telefone.

Daí ele disse: "Delegacia central, como posso ajudar?"

Daí eu cheguei à conclusão de que ele era a única pessoa trabalhando na delegacia no domingo.

Daí eu deixei a minha voz mais aguda pra ele não perceber que eu era eu e disse bem assim: "Socorro, tem um bandido aqui!!!"

Daí ele respondeu: "Calma, minha senhora! Primeiro me diga de onde você está falando."

Na hora que ele disse "minha senhora" eu comecei a rir bastante. E comecei a tossir bem forte e perder o ar. Eu achei que eu ia ter um ataque cardíaco.

Daí ele disse: "A senhora está bem, ele fez alguma coisa com você?"

Foi aí que eu comecei a babar. De verdade.

Mas eu tinha que responder alguma coisa. Daí eu mudei a minha voz de novo e falei: "Eu matei ela."

Daí eu disse que eu tava indo na delegacia matar ele.

Daí eu desliguei o telefone e fui comer um fandangos.

Só que eu não me lembrava que na delegacia tinha um aparelhinho chamado indentificador de telefones.

Daí o meu telefone tocou.

Eu disse "alô".

Era o chefe.

Daí ele disse: "O senhor passou um trote pra cá?"

Éu respondi: "É o senhor que tá passando um trote pra cá!"

Daí o telefone meio que ficou uns 30 segundos em silêncio.

Daí ele disse: "Eu conheço a tua voz."

Eu respondi: "Não."

Daí eu comecei a comer o fandangos no telefone pra ele ouvir o barulho do outro lado.

Daí ele falou: "O senhor não trabalha aqui na delegacia?"

Eu respondi: "O senhor tá ficando louco."

Daí eu comecei a mastigar o fandangos mais perto do telefone, pro barulho ficar mais alto.

Eu comecei a gemer também.

Daí ele desligou.

Eu ganhei.

sábado, 8 de janeiro de 2005

Eu me esqueci do significado da palavra "amnésia".

Hoje de manhã eu instalei mais um volante na minha viatura, no lado do passageiro.

Que é porque eu quero democratizar.

Só que eu não coloquei pedal, porque eu sou um gozador.

Isso vai ajudar também na hora que eu prender o bandido pra não prejudicar o psicológico dele. Ele pode achar que vai estar dirigindo, só que é de mentirinha.

Daí ele pode fingir que não está indo pra cadeia.

Mas vai.

Isso evita resistência à prisão.

A primeira vez que eu tive prisão de ventre foi em 1985.

Quando o médico me falou que era "prisão" eu dei risada.

Talvez os coliformes estivessem na cadeia.

Daí eu melhorei.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2005

Eu tive mais uma idéia revolucionária.

Foi bem assim:

Eu estava enchendo o pneu da minha viatura. Daí o dono do posto de gasolina chegou e disse pra mim que eu tinha duas opções, encher com ar normal ou com nitrogênio.

Na hora eu não sabia o que fazer, daí eu enchi 2 pneus com nitrogênio e 2 com ar normal.

Depois, quando eu estava em uma perseguição policial, eu percebi que o carro do bandido andava muito mais rápido que o meu. Isso sempre acontece.

Só que dessa vez eu percebi o porquê disso. É que o carro do bandido é mais leve.

Daí eu me lembrei do posto de gasolina e tive a minha idéia.

Eu vou encher o meu pneu com hélio. Daí a viatura vai ficar mais leve, porque é o hélio que faz os balões voarem.

Se eu colocar hélio demais pode ser que a própria viatura saia voando. Isso até que vai ser legal.

Eu vou fazer isso hoje mesmo.