Algum engraçadinho levou pra delegacia uma almofada que faz barulho de pum quando as pessoas sentam em cima.
Eu fui o primeiro a cair na gozação.
Só que eu achei que tinha sido eu mesmo de verdade que tinha feito o pum.
Daí eu não me levantei.
Na realidade eu fiquei por horas sentado na frente do computador sem perceber que a almofada peidofônica estava embaixo da minha bunda.
Deu tempo de acessar o Doggler, o Yarru, o Netsqueipe e o Rótmeil.
Eu me mexi várias vezes e ouvi o barulho do pum.
Continuei achando que era de verdade.
Daí eu comecei a ouvir umas risadinhas no corredor da delegacia.
Na hora que eu me levantei pra ver o que era, eu vi a almofada peidofônica na minha cadeira.
Daí eu pensei: "Filha da puta!"
Daí eu falei: "Filha da puta!"
Quando eu falei, foi bem mais devagar e mais alto do que quando eu pensei.
Eu sabia exatamente quem era o responsável pela gozação.
Ou era o detetive Morley, ou o detetive Kelso, ou o Gonzalez.
Daí, pra contra-gozar com categoria, eu peguei a almofada peidofônica e dei um pum de verdade dentro dela.
Daí, a próxima pessoa que sentasse nela ia sentir o cheiro do pum.
É óbvio que eu botei na cadeira do chefe.
Fim.
P.S. : Na próxima semana eu vou botar hélio dentro da almofada peidofônica. Daí, ao invés do barulho do pum fazer prrrrôôôômmm, ele vai fazer fuuuuiiiiiiiimmmmm.
sábado, 28 de agosto de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
Eleições
Vocês acharam que eu ia fazer propaganda de mim mesmo como vereador, né?
Só que eu não vou.
Hoje eu vou contar a história das eleições no planeta Terra.
No longínquo ano de 1500, quando o império inca dominava o planalto central, os europeus chegaram ao Brasil.
De repentemente, o Napoleão virou presidente da Europa e o pessoal da América teve que fazer um acordo com os incas pra criar um governo próprio.
Nessa época, os incas já eram muito mais tecnologicamente avançados do que os europeus. Daí, eles criaram um sistema no qual as pessoas entravam em pirâmides e apertavam um botão que fazia com que caísse uma bola (igual aquela do Indiana Jonas).
Daí, os candidatos ficavam esperando em uma parede até que a bola batesse em um deles.
O candidato atingido pela bola morria esmagado automaticamente.
No final, o candidato que ficasse vivo era eleito.
Esse foi o primeiro sistema de urna electrônica registrado nos anais da política mundial.
Nos anos seguintes, vários sistemas de governo foram se sucedendo:
- Absolutismo
- Feudalismo
- Egocentrismo
- Sensacionalismo
- Aneurismo
- Polidactilismo
Hoje, no Brasil, estamos na fase do Sensacionalismo.
Só que eu não vou.
Hoje eu vou contar a história das eleições no planeta Terra.
No longínquo ano de 1500, quando o império inca dominava o planalto central, os europeus chegaram ao Brasil.
De repentemente, o Napoleão virou presidente da Europa e o pessoal da América teve que fazer um acordo com os incas pra criar um governo próprio.
Nessa época, os incas já eram muito mais tecnologicamente avançados do que os europeus. Daí, eles criaram um sistema no qual as pessoas entravam em pirâmides e apertavam um botão que fazia com que caísse uma bola (igual aquela do Indiana Jonas).
Daí, os candidatos ficavam esperando em uma parede até que a bola batesse em um deles.
O candidato atingido pela bola morria esmagado automaticamente.
No final, o candidato que ficasse vivo era eleito.
Esse foi o primeiro sistema de urna electrônica registrado nos anais da política mundial.
Nos anos seguintes, vários sistemas de governo foram se sucedendo:
- Absolutismo
- Feudalismo
- Egocentrismo
- Sensacionalismo
- Aneurismo
- Polidactilismo
Hoje, no Brasil, estamos na fase do Sensacionalismo.
sábado, 14 de agosto de 2010
Pré-história
Hoje eu vou falar um pouco sobre como aconteceu a extinção dos dinossauros.
Primeiro temos que contextualizacionar onde os dinossauros se encaixam na história do planeta.
Cerca de 180 trilhões de anos atrás, as coisas que existiam no planeta Terra (principalmente sulfetos) começaram a entrar em decomposição.
Como todo mundo sabe, a decomposição só acontece quando tem bactérias.
Então, nesse processo de seleção natural, surgiu a vida na Terra, na forma de bactérias.
Daí, as bactérias terminaram de comer os sulfetos e ficaram sem alimentos.
Foi nesse momento que elas se separaram em dois grandes grupos biológicos: as bactérias que comem e as que são comidas pelas que comem.
As que são comidas tentaram ficar mais fortes pra ganharem das que comem. Pra isso, elas se juntaram em grupos que viraram bichos. Tipo assim: algumas bactérias formavam a cabeça do bicho, outras o tronco, e outras os membros.
Daí, nesse exato momento, as outras bactérias resolveram se juntar em bichos maiores, pra continuar se alimentando. Foi aí que surgiu o antecessor do dinossauro, o unissauro.
A evolução aconteceria da seguinte forma: unissauro, dinossauro, trinossauro, quadrinossauro, etc.
Só que, daí, aconteceu uma desástrofe e parou tudo no dinossauro.
Alguns cientistas dizem que foi por causa de um meteórico. Outros dizem que foi por causa de uma epidemia de gripe suíça.
Eu acho que foi a opção A, porque se foi pela B, os dinossauros vão acabar se extinguindo-se novamente.
Na semana que vem eu vou falar como surgiram as eleições.
Obrigado.
Primeiro temos que contextualizacionar onde os dinossauros se encaixam na história do planeta.
Cerca de 180 trilhões de anos atrás, as coisas que existiam no planeta Terra (principalmente sulfetos) começaram a entrar em decomposição.
Como todo mundo sabe, a decomposição só acontece quando tem bactérias.
Então, nesse processo de seleção natural, surgiu a vida na Terra, na forma de bactérias.
Daí, as bactérias terminaram de comer os sulfetos e ficaram sem alimentos.
Foi nesse momento que elas se separaram em dois grandes grupos biológicos: as bactérias que comem e as que são comidas pelas que comem.
As que são comidas tentaram ficar mais fortes pra ganharem das que comem. Pra isso, elas se juntaram em grupos que viraram bichos. Tipo assim: algumas bactérias formavam a cabeça do bicho, outras o tronco, e outras os membros.
Daí, nesse exato momento, as outras bactérias resolveram se juntar em bichos maiores, pra continuar se alimentando. Foi aí que surgiu o antecessor do dinossauro, o unissauro.
A evolução aconteceria da seguinte forma: unissauro, dinossauro, trinossauro, quadrinossauro, etc.
Só que, daí, aconteceu uma desástrofe e parou tudo no dinossauro.
Alguns cientistas dizem que foi por causa de um meteórico. Outros dizem que foi por causa de uma epidemia de gripe suíça.
Eu acho que foi a opção A, porque se foi pela B, os dinossauros vão acabar se extinguindo-se novamente.
Na semana que vem eu vou falar como surgiram as eleições.
Obrigado.
domingo, 8 de agosto de 2010
Fantasmas na delegacia
Em nome de mim mesmo e do resto do pessoal que faz o turno da noite na delegacia, eu gostaria de manifestar a minha indignação com relação a atividades paranormais ocorridas no período em questão.
Eu acredito que aparições ectoplasmáticas não são condizentes com o ambiente saudável e productivo de uma delegacia.
Gostaria de frisar que, principalmente, os seguintes itens são bem perturbadores e impedem um trabalho adequado:
- Bolha que sai do bebedouro.
- Gato preto que fica falando nomes de pessoas no telhado da delegacia (algum dia ele pode falar o meu nome e eu vou ficar com medo).
- Foto do antigo chefe (que morreu em 2003) pendurada na parede, olhando para as pessoas.
- Computador da maçã, que ao invés de ligar com uma musiquinha feliz igual ao windows, abre com um barulho do além.
- Heliporto (serve como pista de pouso e extraterrestres).
Obrigado.
Eu acredito que aparições ectoplasmáticas não são condizentes com o ambiente saudável e productivo de uma delegacia.
Gostaria de frisar que, principalmente, os seguintes itens são bem perturbadores e impedem um trabalho adequado:
- Bolha que sai do bebedouro.
- Gato preto que fica falando nomes de pessoas no telhado da delegacia (algum dia ele pode falar o meu nome e eu vou ficar com medo).
- Foto do antigo chefe (que morreu em 2003) pendurada na parede, olhando para as pessoas.
- Computador da maçã, que ao invés de ligar com uma musiquinha feliz igual ao windows, abre com um barulho do além.
- Heliporto (serve como pista de pouso e extraterrestres).
Obrigado.
domingo, 1 de agosto de 2010
Detetive Télson
Ontem eu descobri um negócio das ciências biológicas que rendeu milhões de piadas na delegacia.
Deixa eu contextualizacionar:
Tem um cara aqui em Curitiba (só que ele é australiano, ele só trabalha aqui.) o nome dele é Jack Trouble.
Ele faz um programa de TV no qual ele pega animais de todo tipo e mostra pra câmera.
Às vezes ele leva uma picadura, e é muito gozado quando isso acontece.
Eu assisto o programa dele na TV todo dia. O Tumor também assiste.
Hoje, como não tinha acontecido nenhum crime, tava todo mundo simultaneamente ao mesmo tempo na delegacia.
Daí a gente ligou a televisão e ficou assistindo o programa do Jack Trouble. Na metade do programa, ele pegou um escorpião e foi mostrando
as partes da anatomia da criatura.
É lógico que todo mundo começou a falar de partes da anatomia sexual humana, por comparação. Daí todo mundo ficou dando risada
practicamente durante o programa inteiro.
Daí, na hora que o Jack Trouble falou que o lugar por onde saía o veneno se chamava Télson, todo mundo parou de rir e ficou em silêncio
por uns 15 segundos.
Daí todo mundo olhou pro detetive Kelson.
Daí ficou mais uns 15 segundos de silêncio.
Daí todo mundo começou a rir apontando para o Detetive Felson.
Agora eu tenho que verificar quais outros nomes de outras partes de outros animais também tem outros nomes parceidos com os outros nomes
de outras pessoas.
Deixa eu contextualizacionar:
Tem um cara aqui em Curitiba (só que ele é australiano, ele só trabalha aqui.) o nome dele é Jack Trouble.
Ele faz um programa de TV no qual ele pega animais de todo tipo e mostra pra câmera.
Às vezes ele leva uma picadura, e é muito gozado quando isso acontece.
Eu assisto o programa dele na TV todo dia. O Tumor também assiste.
Hoje, como não tinha acontecido nenhum crime, tava todo mundo simultaneamente ao mesmo tempo na delegacia.
Daí a gente ligou a televisão e ficou assistindo o programa do Jack Trouble. Na metade do programa, ele pegou um escorpião e foi mostrando
as partes da anatomia da criatura.
É lógico que todo mundo começou a falar de partes da anatomia sexual humana, por comparação. Daí todo mundo ficou dando risada
practicamente durante o programa inteiro.
Daí, na hora que o Jack Trouble falou que o lugar por onde saía o veneno se chamava Télson, todo mundo parou de rir e ficou em silêncio
por uns 15 segundos.
Daí todo mundo olhou pro detetive Kelson.
Daí ficou mais uns 15 segundos de silêncio.
Daí todo mundo começou a rir apontando para o Detetive Felson.
Agora eu tenho que verificar quais outros nomes de outras partes de outros animais também tem outros nomes parceidos com os outros nomes
de outras pessoas.
sábado, 24 de julho de 2010
Aldo Novak
Ontem aconteceu um negócio que eu fiquei com muito medo.
Eu tava fazendo a minha patrulha noturna pela região metropolitana de Curitiba. Fazer isso é algo de extrema periculosidade. A região metropolitana de Curitiba não é tão moderna e civilizada quanto a região central, onde fica o Shopping Italia.
Em outros dias, só fazendo a patrulha (nisso desconsideramos perseguições policiais, sequestros, etc.) eu já levei cerca de 50 tiros.
Sempre tem alguém que enxerga a viatura e dá uns tiros. Tem uma piazada que fica cheirando maconha nas calçadas. Eu já me acostumei com isso.
Só que ontem foi diferente.
Já começou estranho, porque não tinha ninguém na rua.
Primeiro eu pensei que talvez fosse por causa do inverno, mas não.
Curitiba está passando por uma onda de calor extremo: 20°C
Daí eu pensei imediatamente: "Tem algum tipo de gozação acontecendo!"
Daí eu fui dirigindo até Colombo, que é um bairro barra pesada da região metropolitana. Lá eu tinha quase certeza de que havia a possibilidade de que poderia ter um tiroteio.
Só que não.
As ruas estavam inteiras vazias.
Daí eu estacionei a viatura e comecei a andar a pé.
Eu andei por cerca de mais ou menos 30 minutos e não apareceu nenhum meliante.
Daí eu comecei a gritar: "Ei, eu sou da polícia! Atirem contra mim!"
Só que não aconteceu nada.
Eu pensei 3 possibilidades:
1) Era realmente uma gozação com a minha cara.
2) Todo mundo havia sido sequestrado por extraterrestres, menos eu.
3) Eu estava dormindo e sonhando.
Eu escolhi a opção C e comecei a gritar: "Ei, eu estou sonhando! Essa é a última chance de atirar em mim antes de eu acordar!"
Isso também não teve resultado.
Infelizmente, nessa hora eu descobri que a alternativa correta era a B!
Depois de alguns segundos de silêncio, começou a sair um barulho do nada. Um barulho de coisa girando.
Daí eu já fiquei meio esperto e peguei o meu revólver.
Eu sempre pego o revólver porque é procedimento padrão da polícia.
Quando tem tiroteio de verdade, o que faz a diferença mesmo é o colete à prova de balas.
Além disso, eu já levei vários tiros. Eu sempre acordo relativamente bem no hospital, então eu nem tenho medo mais.
Só que, na hora que eu descobri que não ia ser um tiroteio, eu fiquei com medo.
O barulho de coisa girando ficou mais forte e eu comecei a olhar ao redor pra procurar a origem.
Foi nessa hora que eu vi um negócio com várias luzes se aproximando no céu.
Isso me deu medo, porque, apesar de ser um objeto voador não indentificado, eu sabia exatamente o que era. Eram os extraterrestres vindo me pegar.
Daí eu comecei a atirar contra as luzes. Só que as luzes não caíram como eu esperava.
Eu cheguei à conclusão de que era o esudo deflector do OVNI que estava repelindo as balas.
Como eu sou muito inteligente, eu me lembrei das aulas de química do Beakman e cheguei à conclusão de que o escudo só conseguia repelir as balas porque elas são metálicas e, consequentemente, susceptíveis ao electromagnectismo.
Daí eu peguei o meu armamento de balas de borracha e comecei a atirar no OVNI.
Nessa hora, os traficantes da região ouviram o barulho e começaram a sair dos barracos. Atirando.
Daí eu parei de atirar e me joguei no chão, porque virou um tiroteio generalizado.
Eu tive que rolar no chão igual ao Cristofer Lambert e me escondi atrás da viatura.
A viatura levou alguns tiros pra me proteger.
Como os bandidos foram pegos de surpresa, eles estavam atirando aleatoriamente pra todos os lados. Eu também.
Foi nessa hora que aconteceu algo inesperado. O OVNI chegou mais perto e começou a atirar em todo mundo.
A região metropolitana de Curitiba virou uma zona de guerra. Entre eu (da polícia), os traficantes colombianos (de Colombo) e os marcianos (do espaço sideral).
Daí eu peguei o meu radinho e chamei reforços.
Em cerca de 5 minutos, tinha 3 helicópteros e umas 50 viaturas. Igual ao que aconteceu na final do campeonato, quando o J. Malutrelli perdeu e a torcida invadiu o gramado.
O OVNI continuou atirando. E chegou mais perto.
Só que a polícia tava atirando só contra os traficantes.
Daí eu puxei a responsabilidade pra mim e voltei a atirar contra o OVNI.
Dentro da minha viatura, eu tenho bombas caseiras que eu mesmo construí.
O OVNI começou a descer na minha direção. Pra pousar.
Quando ele chegou bem perto, eu larguei as minhas bombas no lugar que ele ia pousar e deixei um rastro de pólvora.
Daí eu acendi a pólvora e saí correndo.
Quando o OVNI tocou o chão, aconteceu a explosão.
A potência explosiva fez com que todos os vidros de todos os barracos quebrassem simultaneamente.
A minha viatura, que estava a poucos metros da explosão, deu duas cambalhotas no ar e caiu intacta (felizmente) e com as rodas no chão.
Os policiais e os traficantes também voaram com a força da explosão.
Teria sido um espetáculo maior se os helicópteros tivessem caído.
Só que eles não caíram.
Mas isso foi bom, porque depois eles foram dar os primeiros socorros pra todo mundo.
Pra mim, especialmente, porque eu tava mais perto da explosão.
Hoje de manhã eu recebi uma medalha da polícia. Só que eles me falaram que era por eu ter ajudado a prender os traficantes.
Daí eu perguntei sobre o OVNI. O chefe me falou que, na verdade, o OVNI era um balão, que os traficantes usaram pra anunciar a chegada das drogas.
Ele disse que as explosões e o barulho vindos do OVNI eram fogos de artifício, também usados pra anunciar as drogas.
No final das contas, eu cheguei à conclusão de que o governo aproveitou que eu explodi o OVNI pra encobrir as provas da existência de seres extraterrestres.
Eu tava fazendo a minha patrulha noturna pela região metropolitana de Curitiba. Fazer isso é algo de extrema periculosidade. A região metropolitana de Curitiba não é tão moderna e civilizada quanto a região central, onde fica o Shopping Italia.
Em outros dias, só fazendo a patrulha (nisso desconsideramos perseguições policiais, sequestros, etc.) eu já levei cerca de 50 tiros.
Sempre tem alguém que enxerga a viatura e dá uns tiros. Tem uma piazada que fica cheirando maconha nas calçadas. Eu já me acostumei com isso.
Só que ontem foi diferente.
Já começou estranho, porque não tinha ninguém na rua.
Primeiro eu pensei que talvez fosse por causa do inverno, mas não.
Curitiba está passando por uma onda de calor extremo: 20°C
Daí eu pensei imediatamente: "Tem algum tipo de gozação acontecendo!"
Daí eu fui dirigindo até Colombo, que é um bairro barra pesada da região metropolitana. Lá eu tinha quase certeza de que havia a possibilidade de que poderia ter um tiroteio.
Só que não.
As ruas estavam inteiras vazias.
Daí eu estacionei a viatura e comecei a andar a pé.
Eu andei por cerca de mais ou menos 30 minutos e não apareceu nenhum meliante.
Daí eu comecei a gritar: "Ei, eu sou da polícia! Atirem contra mim!"
Só que não aconteceu nada.
Eu pensei 3 possibilidades:
1) Era realmente uma gozação com a minha cara.
2) Todo mundo havia sido sequestrado por extraterrestres, menos eu.
3) Eu estava dormindo e sonhando.
Eu escolhi a opção C e comecei a gritar: "Ei, eu estou sonhando! Essa é a última chance de atirar em mim antes de eu acordar!"
Isso também não teve resultado.
Infelizmente, nessa hora eu descobri que a alternativa correta era a B!
Depois de alguns segundos de silêncio, começou a sair um barulho do nada. Um barulho de coisa girando.
Daí eu já fiquei meio esperto e peguei o meu revólver.
Eu sempre pego o revólver porque é procedimento padrão da polícia.
Quando tem tiroteio de verdade, o que faz a diferença mesmo é o colete à prova de balas.
Além disso, eu já levei vários tiros. Eu sempre acordo relativamente bem no hospital, então eu nem tenho medo mais.
Só que, na hora que eu descobri que não ia ser um tiroteio, eu fiquei com medo.
O barulho de coisa girando ficou mais forte e eu comecei a olhar ao redor pra procurar a origem.
Foi nessa hora que eu vi um negócio com várias luzes se aproximando no céu.
Isso me deu medo, porque, apesar de ser um objeto voador não indentificado, eu sabia exatamente o que era. Eram os extraterrestres vindo me pegar.
Daí eu comecei a atirar contra as luzes. Só que as luzes não caíram como eu esperava.
Eu cheguei à conclusão de que era o esudo deflector do OVNI que estava repelindo as balas.
Como eu sou muito inteligente, eu me lembrei das aulas de química do Beakman e cheguei à conclusão de que o escudo só conseguia repelir as balas porque elas são metálicas e, consequentemente, susceptíveis ao electromagnectismo.
Daí eu peguei o meu armamento de balas de borracha e comecei a atirar no OVNI.
Nessa hora, os traficantes da região ouviram o barulho e começaram a sair dos barracos. Atirando.
Daí eu parei de atirar e me joguei no chão, porque virou um tiroteio generalizado.
Eu tive que rolar no chão igual ao Cristofer Lambert e me escondi atrás da viatura.
A viatura levou alguns tiros pra me proteger.
Como os bandidos foram pegos de surpresa, eles estavam atirando aleatoriamente pra todos os lados. Eu também.
Foi nessa hora que aconteceu algo inesperado. O OVNI chegou mais perto e começou a atirar em todo mundo.
A região metropolitana de Curitiba virou uma zona de guerra. Entre eu (da polícia), os traficantes colombianos (de Colombo) e os marcianos (do espaço sideral).
Daí eu peguei o meu radinho e chamei reforços.
Em cerca de 5 minutos, tinha 3 helicópteros e umas 50 viaturas. Igual ao que aconteceu na final do campeonato, quando o J. Malutrelli perdeu e a torcida invadiu o gramado.
O OVNI continuou atirando. E chegou mais perto.
Só que a polícia tava atirando só contra os traficantes.
Daí eu puxei a responsabilidade pra mim e voltei a atirar contra o OVNI.
Dentro da minha viatura, eu tenho bombas caseiras que eu mesmo construí.
O OVNI começou a descer na minha direção. Pra pousar.
Quando ele chegou bem perto, eu larguei as minhas bombas no lugar que ele ia pousar e deixei um rastro de pólvora.
Daí eu acendi a pólvora e saí correndo.
Quando o OVNI tocou o chão, aconteceu a explosão.
A potência explosiva fez com que todos os vidros de todos os barracos quebrassem simultaneamente.
A minha viatura, que estava a poucos metros da explosão, deu duas cambalhotas no ar e caiu intacta (felizmente) e com as rodas no chão.
Os policiais e os traficantes também voaram com a força da explosão.
Teria sido um espetáculo maior se os helicópteros tivessem caído.
Só que eles não caíram.
Mas isso foi bom, porque depois eles foram dar os primeiros socorros pra todo mundo.
Pra mim, especialmente, porque eu tava mais perto da explosão.
Hoje de manhã eu recebi uma medalha da polícia. Só que eles me falaram que era por eu ter ajudado a prender os traficantes.
Daí eu perguntei sobre o OVNI. O chefe me falou que, na verdade, o OVNI era um balão, que os traficantes usaram pra anunciar a chegada das drogas.
Ele disse que as explosões e o barulho vindos do OVNI eram fogos de artifício, também usados pra anunciar as drogas.
No final das contas, eu cheguei à conclusão de que o governo aproveitou que eu explodi o OVNI pra encobrir as provas da existência de seres extraterrestres.
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