sábado, 24 de abril de 2010

Saponáceo

Outro dia eu me deparei com algumas embalagens que remetiam a outras coisas que, aparentemente, não estavam relacionadas. São elas:
- Saponáceo (anfíbio)
- Magnésia Binsurada (imã)
- Refrigerante Bidu (animal do reino canino)
- Curitibina (rá)
- Oil Man
- Matsubara
- Óxido Nitroso

sábado, 17 de abril de 2010

Monga, a mulher gorila

Hoje aconteceu um negócio que eu fiquei com muito medo. Teve um pessoal que foi preso, e eles eram do circo. Aquele circo que fica na frente do Pinheirão, o estádio do J. Malutrelli.
Só que eu só percebi isso na hora que eu passei pela carceragem. É óbvio que o detetive Morley e o detetive Kelson (ambos conhecendo o meu medo de coisas estranhas) aprontaram uma gozação das grandes.
Primeiro, permitam-me explicar como a delegacia é organizada geologicamente:
Tem uma parte que fica em cima, com portas e janelas, que é onde eu trabalho.
Tem uma outra parte, que fica no subsolo, que não tem nem portas, nem janelas. Tem grades. É onde os bandidos ficam.
Daí tem tipo uma porta, que vai pra uma escada, que sai de onde eu fico e chega nessa parte dos bandidos.
Geralmente eu vou até essa parte dos bandidos e fico gozando da cara deles. Só que, quando eu encontro algo que eu tenho medo, por exemplo, palhaços, eu finjo que eu fui fazer uma inspeção e volto pra cima.
Daí, dessa vez, o detetive Kelson trancou a porta que volta pra cima bem na hora que eu percebi que eu não ia gozar.
Daí eu não gozei.
Só que eu fingi que eu não tava com medo. Eu fui passando pelas celas dos bandidos como se eu tivesse fazendo uma inspeção normal.
Foi nessa hora que o palhaço começou a dar gargalhadas.
Daí eu meio que tive um troço ruim. Só que, ao contrário de quando eu dou risada, eu não fiquei inconsciente.
Eu percebi que até os outros bandidos que tavam junto começaram a ficar com medo, afinal, era um palhaço que tava lá junto.
Daí eu tive uma idéia genial, que ia me tirar dessa situação e deixar o problema na mão dos bandidos.
Eu me lembrei que tem uma outra porta que leva pra parte feminina da carceragem. Eu sou proíbido de entrar na parte feminina da carceragem, porque a delegada falou que eu gozo demais lá dentro. Só que, como era uma situação de emergência, eu acho que ela não ia se importar.
Daí eu entrei na parte feminina.
Só que tinha uma sacanagem muito maior esperando por mim lá dentro. Era ela: Monga, a mulher gorila.














Novamente eu não gozei.
Na verdade, eu fiquei com aquela cara que o Mussum fica quando ele tem medo de alguma coisa. Só que eu não sou parecido com ele.
Por sorte, a delegada tava lá dentro e me tirou à força.
Ela me tirou à força porque ela viu que eu tava com a cara do Mussum e achou que eu tava gozando.

sábado, 10 de abril de 2010

Dilatação dos sólidos

Eu tenho quase certeza de que o Gonzalez está diminuindo de tamanho cada vez mais a cada dia que passa.

sábado, 3 de abril de 2010

Aquecimento global

Ontem teve um evento sobre urbanismo aqui em Curitiba.
Daí eu tive que fazer a segurança do local.
Eu achei que ia ser chato, afinal eu treinei pra fazer segurança de jogo de futebol. Que dá pra assistir de graça.
Só que, na hora que começou a aparecer os convidados internacionais, eu gozei.
Apareceu ele!
O presidente do Mexico: Evo Gonzalez.












Daí eu comecei a rir descontroladamente e comecei a passar mal.
Daí ficou mais gozado, porque os outros seguranças acharam que era um atentado terrorista com armas químicas.
Primeiro o segurança particular do Lula falou pra ele se abaixar.
Isso me lembrou aquela vez que o presidente Buch se abaixou pra escapar do sapato voador.
Daí eu comecei a passar mal mais ainda.
Os outros seguranças começaram a evacuar o prédio.
Só que o Evo Gonzalez ficou lá parado.
Eu especulei que era pelos seguintes motivos:
1) Ele não tem medo de nada.
2) Ele é treindao pela CIA.
3) O Mexico não tem dinheiro pra comprar seguranças pra ele.

Eu acredito mais na opção C.

Ele ficou meio que parado esboçando um sorriso. Eu acho que é por causa das drogas que tem no Mexico.
Essa aqui era a cara dele na hora da confusão:



















Isso fez com que eu tivesse um pouco de falta de ar.
Quando eu acordei no hospital, eu pedi pro detetive Morley me trazer uma cópia do discurso dos presidentes pra eu ver tudo novamente, afinal eu tinha a obrigação de descobrir onde ocorreu a falha de segurança.
Daí eu passei mal novamente.

sábado, 27 de março de 2010

Manobra de gozação total


Hoje quando eu tava na fila do caixa no Coletão o cara que tava na minha frente teve um treco e se atirou no chão.

Daí, como viram o meu distintivo da polícia na jaqueta, todos me perguntaram, desesperados: "Você não vai ajudar ele? Passa um rádio, pede uma amnambulância!". Só que, como bom gozador, nessa hora eu fingi que era uma daquelas estátuas de policiais pra assustar os bandidos que pensam em assaltar um lugar.

Eu ignorei as pessoas, mas quando elas começaram a me cutucar e empurrar eu disse: "Tá bom, tá bom, eu não sou uma estátua. Eu vou ajudar o cara, mas antes eu tenho que devolver as minhas compras nas respectivas prateleiras, se não vai estragar tudo". E saí pra devolver as coisas no lugar pra ajudar o cara.

Eu não uso carrinho nem cestinha no supermercado: as duas coisas podem ser ciadouro para o vírus da dengue. Ou seja, eu carrego tudo debaixo dos braços. E lá fui eu pra seção de frios devolver as 16 latas de cerveja que eu tava carregando.

No meio do caminho, ao passar do lado das rações de râmister, eu me lembrei daquele episódio do Mister Dean que ele tenta reanimar um doente na rua. Eu dei bastante risada sozinho e voltei correndo pra ajudar o cara e, quem sabe, gozar um pouco. Daí adivinhem só. No caminho, repentinamente, eu cruzei com o Sicupira. E joguei as cervejas no carrinho dele.

Daí eu fui embora.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Gozação cinematográfica

Ontem eu fui fazer algo que não fazia desde 1971: ir ao cinema.

Tava passando Guerra nas Estrelas. E eu tava mesmo com vontade de ver aquelas piadas do doutor Espóque. Só que aí apareceu na tela o Darque Vêider e eu fiquei com medo. Mas o medo durou só uns 15 minutos. Quando ele passou, eu reparei que o Darque Vêider tava com uma respiração ofegante. Eu pensei que debaixo daquela máscara ele devia estar de bolinação. Daí o meu medo voltou, porque se eu estivesse correto, isso seria ilegal.

Pra quem ainda não viu o Guerra nas Estrelas, eu já vou avisando: tem uma hora no filme que tem uma navezinha intergaláctica que solta raio lêiser. Faz assim: “Zim zim zim”. Quando ela acertou outra nave e ela explodiu, eu não me contive e gritei “Ai!” no meio do cinema. E ainda emendei, olhando pro cara da poltrona de trás: “Isso é muito perigoso”.

Depois que acabou o pacote de Doritos que eu tinha levado pro cinema o filme começou a ficar um pouco chato. Daí eu tive uma idéia (eu não gosto do acordo geográfico) phenomenal: como o Darque Vêider passa o filme todo se estressando pra pegar os bandidos intergalácticos, seria muuuuito gozado se eu chegasse na delegacia e escrevesse um boletim de ocorrência como se fosse uma queixa do Darque Vêider. Depois de ter essa idéia eu dei risada de mim mesmo e comecei a anotar todas as atividades do Darque Vêider na minha mão.

Eu só percebi o problema depois: na sala de cinema tava tudo escuro e não deu pra ver que eu não consegui escrever nada na mão. A caneta tava sem tinta e os farelos de Doritos atrapalharam.

De qualquer modo, chegando na delegacia, hoje, eu fiz o boletim de ocorrência assim, que é mais ou menos o meu entendimento do filme:

Homem de meia idade, afro-descendente, com 3m de altura, presta queixa contra bandidos intergalácticos que supostamente realizaram gozações e traquinagens diversas contra a sua nave estrelar, que, segundo consta, tem o formato de uma bola (sendo esse o motivo da graça e da desavença).

Após pedir dinheiro para os bandidos intergalácticos, para fins de indenização, e de ter o pedido negado, o queixoso, de nome Darque da Silva Vêider, RG 123456-7, se viu forçoso a apelar ao uso da Força, mandando aqueles soldadinhos de branco que eu tenho medo atrás dos bandidos. Obteve nenhum resultado.

Daí tinha aquele robozinho, o Erre-dois-Dê-um-Dois. Mas contra o robozinho o sr. Darque Vêider não tem nada contra.

Segundo consta, o queixoso, morador do bairro Rebouças, chegou a ameaçar os bandidos com aquele bastonete de luz fluorescente que faz uuuoooommm, balançando o mesmo na frente da cara das pessoas, mas obtendo nenhum resultado. O sr. Darque Vêider afirmou ainda que a situação se trata de arruaças de vizinhança, citando como caso parecido o do filme “Pennis, o dimentinha”, onde um piá possuído por espírito do Mal (não era o Deimião?) atinge a casa do vizinho com bombas explosivas para divertimento próprio e desespero do sr. Winston.

Daí apareceu o Jappa Dê Rãt e ele foi embora
”.

Pra não levantar suspeita de que esse boletim de ocorrência gozado foi escrito por mim, eu assinei como Detetive Jacinto Leite Aquino Célebro.

Isso tudo me lembrou que eu nunca transcrevi os meus boletins de ocorrência aqui no blógue. Isso é pra preservar a intregridrade das víctimas. Mas se vocês quiserem eu transcrevo.