O chefe me falou várias vezes que eu não posso mais comparecer a julgamentos (mesmo que eu seja a testemunha) porque eu não estou habituado aos jargões legislativos, jurídicos e oficiosos, e acabo gozando uma vez a cada 5 palavras que eu escuto.
Eu gozo mais com as expressões em latim proferidas no tribunal.
A culpa é dos profissionais do direito, que optam por esse palavreado, sem necessidade. Eu sei que, no fundo, eles usam isso só pra gozar.
Bom, apesar dos pedidos do chefe, eu não resisti e fui no tribunal ontem.
Em 5 minutos eu saí passando mal, porque eu ouvi a expressão "modus faciendi" e entendi "modis falicus".
Sempre tem algo a ver com os jargõezis do Mussumzis.
Obrigadis.
sábado, 11 de agosto de 2018
sábado, 4 de agosto de 2018
Pegadinha Máxima
Ontem foi meu aniversário pela segunda vez nesse mês.
Na primeira vez todos os meus colegas da delegacia esqueceram.
Ontem o pessoal aprontou uma gozação das grandes.
Esqueçam todas as festas surpresa, personagens malucos, despedidas de solteiro e altas confusões que vocês já viram na sessão da tarde.
A festa surpresa-pegadinha-gozação de ontem foi de alto nível.
Eu queria agradecer o Detetive Morley, o Detetive Kelso, o Gonzalez, Tumor (o cão policial), as tias da limpeza e até mesmo o chefe (que não teve participação nenhuma).
Todos eles foram aonde nenhum gozador jamais esteve.
Bom, chega de enrolação. Vou descrever nas próximas 5 linhas tudo que transcorreu:
Ontem eu não fui pra delegacia, porque eu achei que tinha repescagem da copa do mundo.
Daí o chefe telefonou pra mim, dizendo que era pra eu ir trabalhar, senão ele ia pedir pro governador Jaime Lerner me exonerar. Ele não é o maior gozador?
Bom, daí eu comecei a me arrumar pra sair de casa.
Quando eu terminei já era noite, mas eu resolvi sair de casa do mesmo jeito, afinal, os criminosos de Curitiba atacam mais à noite, ou seja, as minhas chances de precisar atirar em um meliante aumentam 105%.
Na hora que eu saí de casa, a rua estava completamente deserta. Não tinha ninguém. Nem a população normal, nem os bandidos, nem os policiais, nem os cachorros, nada. Absolutamente nada.
Daí eu comecei a ficar com a pulga atrás da orelha.
Será que não era dia de repescagem da copa do mundo mesmo? Será que o técnico Luxerley Vanderburgo ia escalar o Pelé? O jogo ia ser em Curitiba, no Pinheirão? Será que eu esqueci o ingresso em casa?
Eu resolvi ir caminhando até a delegacia, ao invés de ir de carro. Até porque o clima tava agradável. A temperatura estava 0 grau, ou seja, não estava nem quente, nem frio.
Já nos primeiros passos, eu observei um objeto luminoso no céu.
Daí eu parei.
Era um objeto em forma de disco. Voador.
Eu fiquei com medo, mas só um pouquinho.
Daí o objecto fez uma manobra digna de Tela Quente e se posicionou atrás de mim, lá longe e bem alto.
Daí eu continuei com medo, só que agora um poucão.
Eu comecei a andar novamente, bem devagar, pro disco voador não perceber.
Só que ele começou a se deslocar atrás de mim, na mesma velocidade.
Daí eu parei e olhei pra trás. Nesse momento, o objecto também parou. E meio que virou, provavelmente pra fingir que não estava me vendo.
Daí eu voltei a caminhar. O objecto voltou a caminhar também.
Daí eu resolvi correr em velocidade máxima até a delegacia. O objecto começou a me seguir em velocidade máxima também.
Nessa hora eu resolvi fazer a minha manobra digna de Tela Quente:
No meio da minha corrida, eu saquei 2 revólveres, dei um pulo e me virei 840 graus, na direção do objecto, já disparando tiros.
Daí o objecto apagou e caiu.
Na realidade não foi tão rápido assim. Ele só caiu quando eu acertei ele, depois de 10 tentativas.
Daí eu continuei a caminhada, me achando o maior gozador.
Nesse momento eu ouvi um barulho de passos rápidos. Imediatamente olhei pra trás e vi dois seres humanóides cinzas vindo correndo na minha direção.
Eu não tive dúvida: saquei os revólveres novamente e atirei neles.
Nessa hora eles pararam e sairam correndo no sentido contrário.
Eu continuei me achando o maior gozador.
Daí, de repentemente, sem aviso prévio, eu fui atingido por um raio leizer.
Eu achei que o raio leizer ia me desmaterializar. Só que isso não aconteceu.
Nem doeu, na realidade.
Mas eu fiquei meio paralizado, não por efeito do leizer, mas porque eu achei a situação gozada.
Nesse momento de desatenção, os dois humanoides me sequestraram e me levaram pra espaçonave deles.
Eu tentei resistir, mas eu sou meio velho e gordo, daí não deu. Eu acho que todos esses anos de cigarro podem ter prejudicado a minha capacidade pulmonar também. Mas eu acho que não. Mas o médico acha que sim.
Novamente eu fiquei com a pulga atrás da orelha, porque a espaçonave deles não era aquela mesma que caiu quando eu atirei. Essa para a qual os cujos quais estavam me levando era misteriosamente parecida com o helicóptero da polícia.
Outra coisa: apesar de serem 100% cinzas e falarem em um dialecto extraterrestre, os aliemnígenas tinham a voz do Detetive Morley e do Detetive Kelson.
Na hora que a espaçonave decolou, eles começaram a falar comigo em português.
Eles falaram que era pra eu tirar toda a minha roupa que eles iam enfiar uma sonda em mim. Naquele lugar.
Daí eu comecei a tirar a roupa de verdade.
Nessa hora eles falaram: "Não, não, é tudo mentira!!!!! Não faça isso, Ramirez!!!!"
Tarde demais!
Eu desmascarei os gozadores com a minha nudez.
Eles tamparam os olhos e falaram: "Surpresaaaaa! Feliz aniversário, Ramirez!!! Pode colocar a roupa de volta!!!"
Daí o helicóptero pousou na delegacia.
Resumo da história: eu fui mais esperto que os gozadores.
A propósito, o meu presente de aniversário era o drone que eu derrubei com tiros.
Obrigado.
Na primeira vez todos os meus colegas da delegacia esqueceram.
Ontem o pessoal aprontou uma gozação das grandes.
Esqueçam todas as festas surpresa, personagens malucos, despedidas de solteiro e altas confusões que vocês já viram na sessão da tarde.
A festa surpresa-pegadinha-gozação de ontem foi de alto nível.
Eu queria agradecer o Detetive Morley, o Detetive Kelso, o Gonzalez, Tumor (o cão policial), as tias da limpeza e até mesmo o chefe (que não teve participação nenhuma).
Todos eles foram aonde nenhum gozador jamais esteve.
Bom, chega de enrolação. Vou descrever nas próximas 5 linhas tudo que transcorreu:
Ontem eu não fui pra delegacia, porque eu achei que tinha repescagem da copa do mundo.
Daí o chefe telefonou pra mim, dizendo que era pra eu ir trabalhar, senão ele ia pedir pro governador Jaime Lerner me exonerar. Ele não é o maior gozador?
Bom, daí eu comecei a me arrumar pra sair de casa.
Quando eu terminei já era noite, mas eu resolvi sair de casa do mesmo jeito, afinal, os criminosos de Curitiba atacam mais à noite, ou seja, as minhas chances de precisar atirar em um meliante aumentam 105%.
Na hora que eu saí de casa, a rua estava completamente deserta. Não tinha ninguém. Nem a população normal, nem os bandidos, nem os policiais, nem os cachorros, nada. Absolutamente nada.
Daí eu comecei a ficar com a pulga atrás da orelha.
Será que não era dia de repescagem da copa do mundo mesmo? Será que o técnico Luxerley Vanderburgo ia escalar o Pelé? O jogo ia ser em Curitiba, no Pinheirão? Será que eu esqueci o ingresso em casa?
Eu resolvi ir caminhando até a delegacia, ao invés de ir de carro. Até porque o clima tava agradável. A temperatura estava 0 grau, ou seja, não estava nem quente, nem frio.
Já nos primeiros passos, eu observei um objeto luminoso no céu.
Daí eu parei.
Era um objeto em forma de disco. Voador.
Eu fiquei com medo, mas só um pouquinho.
Daí o objecto fez uma manobra digna de Tela Quente e se posicionou atrás de mim, lá longe e bem alto.
Daí eu continuei com medo, só que agora um poucão.
Eu comecei a andar novamente, bem devagar, pro disco voador não perceber.
Só que ele começou a se deslocar atrás de mim, na mesma velocidade.
Daí eu parei e olhei pra trás. Nesse momento, o objecto também parou. E meio que virou, provavelmente pra fingir que não estava me vendo.
Daí eu voltei a caminhar. O objecto voltou a caminhar também.
Daí eu resolvi correr em velocidade máxima até a delegacia. O objecto começou a me seguir em velocidade máxima também.
Nessa hora eu resolvi fazer a minha manobra digna de Tela Quente:
No meio da minha corrida, eu saquei 2 revólveres, dei um pulo e me virei 840 graus, na direção do objecto, já disparando tiros.
Daí o objecto apagou e caiu.
Na realidade não foi tão rápido assim. Ele só caiu quando eu acertei ele, depois de 10 tentativas.
Daí eu continuei a caminhada, me achando o maior gozador.
Nesse momento eu ouvi um barulho de passos rápidos. Imediatamente olhei pra trás e vi dois seres humanóides cinzas vindo correndo na minha direção.
Eu não tive dúvida: saquei os revólveres novamente e atirei neles.
Nessa hora eles pararam e sairam correndo no sentido contrário.
Eu continuei me achando o maior gozador.
Daí, de repentemente, sem aviso prévio, eu fui atingido por um raio leizer.
Eu achei que o raio leizer ia me desmaterializar. Só que isso não aconteceu.
Nem doeu, na realidade.
Mas eu fiquei meio paralizado, não por efeito do leizer, mas porque eu achei a situação gozada.
Nesse momento de desatenção, os dois humanoides me sequestraram e me levaram pra espaçonave deles.
Eu tentei resistir, mas eu sou meio velho e gordo, daí não deu. Eu acho que todos esses anos de cigarro podem ter prejudicado a minha capacidade pulmonar também. Mas eu acho que não. Mas o médico acha que sim.
Novamente eu fiquei com a pulga atrás da orelha, porque a espaçonave deles não era aquela mesma que caiu quando eu atirei. Essa para a qual os cujos quais estavam me levando era misteriosamente parecida com o helicóptero da polícia.
Outra coisa: apesar de serem 100% cinzas e falarem em um dialecto extraterrestre, os aliemnígenas tinham a voz do Detetive Morley e do Detetive Kelson.
Na hora que a espaçonave decolou, eles começaram a falar comigo em português.
Eles falaram que era pra eu tirar toda a minha roupa que eles iam enfiar uma sonda em mim. Naquele lugar.
Daí eu comecei a tirar a roupa de verdade.
Nessa hora eles falaram: "Não, não, é tudo mentira!!!!! Não faça isso, Ramirez!!!!"
Tarde demais!
Eu desmascarei os gozadores com a minha nudez.
Eles tamparam os olhos e falaram: "Surpresaaaaa! Feliz aniversário, Ramirez!!! Pode colocar a roupa de volta!!!"
Daí o helicóptero pousou na delegacia.
Resumo da história: eu fui mais esperto que os gozadores.
A propósito, o meu presente de aniversário era o drone que eu derrubei com tiros.
Obrigado.
sábado, 28 de julho de 2018
O Apito da Polícia
A polícia de Curitiba tem uma nova arma pra combater o crime: um apito
De acordo com o manual da polícia, eu devo usar o apito pra chamar a atenção de meliantes, prevenir crimes e, até mesmo, evitar acidentes de transito.
Sim, da primeira vez que eu soube disso eu também pensei que não era grande coisa. Até que eu resolvi usar ele pra atender outros casos não previstos no manual da polícia.
E se, ao invés de eu evitar um crime apitando bem na hora que eu percebesse o sinistro, eu chegasse de mansinho por trás do bandido e apitasse bem na orelha dele?
Foi bem isso que eu fiz nas primeiras vezes. Quase todos os bandidos pularam de susto. Alguns até tentaram atirar em mim.
Outra coisa bem gozada foi nas vezes que eu deixei o crime acontecer pra, logo em seguida, apitar e levantar a bandeira de impedimento, invalidando o sinistro.
Depois eu elaborei um pouco mais a piada, levando no meu bolso um cartão vermelho. Esse eu usava toda vez que o bandido resistia à prisão. Primeiro eu apitava bem na cara dele, depois levantava o cartão vermelho.
Eu comecei a usar o apito na própria delegacia também. Toda troca de turno eu apitava pra sinalizar substituição.
A gozação acabou quando eu tentei botar o apito na ponta da minha arma, pra ver se dava pra atirar e apitar ao mesmo tempo.
Isso acabou danificando o apito de forma irreparável.
Devido a sérias restrições orçamentárias, a polícia não pode comprar um apito novo.
Obrigado.
De acordo com o manual da polícia, eu devo usar o apito pra chamar a atenção de meliantes, prevenir crimes e, até mesmo, evitar acidentes de transito.
Sim, da primeira vez que eu soube disso eu também pensei que não era grande coisa. Até que eu resolvi usar ele pra atender outros casos não previstos no manual da polícia.
E se, ao invés de eu evitar um crime apitando bem na hora que eu percebesse o sinistro, eu chegasse de mansinho por trás do bandido e apitasse bem na orelha dele?
Foi bem isso que eu fiz nas primeiras vezes. Quase todos os bandidos pularam de susto. Alguns até tentaram atirar em mim.
Outra coisa bem gozada foi nas vezes que eu deixei o crime acontecer pra, logo em seguida, apitar e levantar a bandeira de impedimento, invalidando o sinistro.
Depois eu elaborei um pouco mais a piada, levando no meu bolso um cartão vermelho. Esse eu usava toda vez que o bandido resistia à prisão. Primeiro eu apitava bem na cara dele, depois levantava o cartão vermelho.
Eu comecei a usar o apito na própria delegacia também. Toda troca de turno eu apitava pra sinalizar substituição.
A gozação acabou quando eu tentei botar o apito na ponta da minha arma, pra ver se dava pra atirar e apitar ao mesmo tempo.
Isso acabou danificando o apito de forma irreparável.
Devido a sérias restrições orçamentárias, a polícia não pode comprar um apito novo.
Obrigado.
sábado, 21 de julho de 2018
Fandangoritos
Às vezes as pessoas e empresas que fabricam alimentos ficam entediadas e querem deixar o producto mais elaborado. Daí, pela falta de criatividade, elas acabam só misturando um sabor com o outro.
Eu tenho medo de quando inventarem o híbrido de Fandangos com Doritos, o Fandangoritos.
Ele vai ser de queijo ou presunto?
E pior: o próprio Doritos, que sabor que ele é, afinal?
Será que o Fandangoritos vai ter o sabor do Fandangos, mas o cheiro do Doritos?
Bom, poderia ser pior: poderiam inventar um cigarro com sabor de nicotina, mas cheiro de cheetos.
Tudo isso tem sódium, inclusive o cigarro.
Falando em sódium, vocês sabiam que, na tabela periódica, o potássium fica logo abaixo do sódium?
O potássium é mais saudável do que o sódium, então, por que não substituem um pelo outro no Fandangos, no Doritos e no cigarro?
Isso é uma conspiração da indústria de alimentos pra fazer com que as pessoas paguem pra morrer.
É por esse motivo que eu fabrico os meus próprios produtos em casa, com milho e farinha.
Na semana que vem eu vou testar uma receita de milho, farinha e nicotina, pra fabricar um híbrido de cigarro com fandangos caseiro. O nome vai ser Cigangos.
Obrigado.
Eu tenho medo de quando inventarem o híbrido de Fandangos com Doritos, o Fandangoritos.
Ele vai ser de queijo ou presunto?
E pior: o próprio Doritos, que sabor que ele é, afinal?
Será que o Fandangoritos vai ter o sabor do Fandangos, mas o cheiro do Doritos?
Bom, poderia ser pior: poderiam inventar um cigarro com sabor de nicotina, mas cheiro de cheetos.
Tudo isso tem sódium, inclusive o cigarro.
Falando em sódium, vocês sabiam que, na tabela periódica, o potássium fica logo abaixo do sódium?
O potássium é mais saudável do que o sódium, então, por que não substituem um pelo outro no Fandangos, no Doritos e no cigarro?
Isso é uma conspiração da indústria de alimentos pra fazer com que as pessoas paguem pra morrer.
É por esse motivo que eu fabrico os meus próprios produtos em casa, com milho e farinha.
Na semana que vem eu vou testar uma receita de milho, farinha e nicotina, pra fabricar um híbrido de cigarro com fandangos caseiro. O nome vai ser Cigangos.
Obrigado.
segunda-feira, 16 de julho de 2018
Reflexão Filosófica-Espiritual-Gramatical
De que adianta fazer o bem ao próximo se não fazemos o bem ao atual, nem ao anterior?
sábado, 7 de julho de 2018
Como Construir um Foguete Espacial Usando Itens da Sua Própria Casa
Vocês lembram daquele dia que eu quase entrei em órbita acidentalmente por causa de modificações no motor da minha viatura?
Então, desde então, eu aperfeiçoei o sistema e agora eu vou descrever passo a passo como construir um foguete espacial usando itens da sua própria casa.
Primeiramente, o segredo para colocar objetos em órbita é construir um foguete com estágios ou acelerar um objeto (naquela ocasião, a minha viatura) a 30 mil KM/h na direção de uma rampa.
Como eu acordei só no hospital e não pude curtir a experiência na ocasião da rampa, eu resolvi fazer o foguete em estágios.
Eu testei o foguete na semana passada, durante uma perseguição policial. O meu objetivo era atirar nos bandidos de um ponto de vista privilegiado: órbita geoestacionária.
Agora eu vou explicar passo a passo como isso deu errado para que vocês possam repetir o procedimento em casa:
O material necessário é:
- 1 Carro
- 3 Canos de PVC
- Vários aceleradores de partículas (o tradicional tubo de imagens das TVs antigas, que eu sempre uso nos meus experimentos)
- Fósforos (muuuuuitos fósforos)
- Botijão de gás (cheio)
- Cabos de energia
- Tesoura
- Cola
Importantíssimo: verificar se o carro tem extintor de incêndio, porque esse é o único item que pode ser usado para manobrar no espaço sinderal.
O procedimento é o seguinte:
1) Separar os canos de PVC em categorias que serão os estágios do foguete
2) Colocar a boca do botijão de gás no cano que vai ficar colado imediatamente atrás do carro.
3) Colocar todos os fósforos dentro do cano intermediário.
4) Colocar os aceleradores de partículas dentro do último cano.
5) Colar os canos um no outro e no carro, nessa sequencia.
6) Furar o cano dos aceleradores de partículas e conectar um cabo neles, ligando à bateria do carro através do acendedor de cigarro.
Lembrando que o carro deve estar inclinado a um angulo de, pelo menos, 45 graus. Uma rua íngreme, como a que tem aqui do lado da delegacia, deve ser o suficiente.
Bom, deixa eu descrever como foi o meu experimento:
Era um dia tranquilo, quando, de repentemente, todos os policiais da delegacia foram chamados para atender uma mega ocorrência policial.
Todo mundo saiu correndo.
Eu saí tranquilamente com o meu GPS e entrei na viatura. O GPS era só pra eu me localizar no espaço pra poder atirar nos bandidos.
Daí eu liguei a viatura. No mesmo instante, o cabo de força ligou os aceleradores de partícula e a viatura decolou.
Assim que o cano do acelerador de partículas derreteu, começou a ignição do cano dos fósforos.
Isso deu mais velocidade à viatura. Porém, ao invés de ganhar altitude, a viatura começou a fazer uma parábola.
Eu não me preocupei muito, porque a parábola colocou a viatura numa trajetória de encontro aos bandidos, de acordo com o meu GPS.
Os bandidos, por sinal, já estavam vencendo o tiroteio contra a polícia e contra os cidadãos.
Quando eu comecei a enxergar os meliantes lá longe, imediatamente coloquei a cabeça pra fora da viatura e comecei a atirar na direção deles.
Obviamente eles levaram um tempo pra descobrir de onde vinham os tiros. Eu aproveitei pra gozar através do sistema de som da viatura. Eu liguei o som e falei "É o carro do sonho que tá atirando..."
Só que daí eles me viram e começaram a atirar pra cima, na minha direção.
Mas eu tinha uma carta na manga: o cano de fósforos terminou de queimar e derreteu, causando a ignição do botijão de gás, no terceiro estágio.
Isso deu mais velocidade para a viatura, que se chocou com tudo na localização geográfica dos bandidos.
Como o botijão de gás ainda estava pela metade, o choque causou uma explosão, a qual, de alguma forma, desacelerou a viatura e lançou a mesma para um pouso suave na calçada, ao lado do local do crime.
Foi a primeira vez que eu não acordei no hospital depois de um experimento científico.
Lembrem-se de sempre fazer os meus experimentos com a supervisão de um adulto.
Obrigado.
Então, desde então, eu aperfeiçoei o sistema e agora eu vou descrever passo a passo como construir um foguete espacial usando itens da sua própria casa.
Primeiramente, o segredo para colocar objetos em órbita é construir um foguete com estágios ou acelerar um objeto (naquela ocasião, a minha viatura) a 30 mil KM/h na direção de uma rampa.
Como eu acordei só no hospital e não pude curtir a experiência na ocasião da rampa, eu resolvi fazer o foguete em estágios.
Eu testei o foguete na semana passada, durante uma perseguição policial. O meu objetivo era atirar nos bandidos de um ponto de vista privilegiado: órbita geoestacionária.
Agora eu vou explicar passo a passo como isso deu errado para que vocês possam repetir o procedimento em casa:
O material necessário é:
- 1 Carro
- 3 Canos de PVC
- Vários aceleradores de partículas (o tradicional tubo de imagens das TVs antigas, que eu sempre uso nos meus experimentos)
- Fósforos (muuuuuitos fósforos)
- Botijão de gás (cheio)
- Cabos de energia
- Tesoura
- Cola
Importantíssimo: verificar se o carro tem extintor de incêndio, porque esse é o único item que pode ser usado para manobrar no espaço sinderal.
O procedimento é o seguinte:
1) Separar os canos de PVC em categorias que serão os estágios do foguete
2) Colocar a boca do botijão de gás no cano que vai ficar colado imediatamente atrás do carro.
3) Colocar todos os fósforos dentro do cano intermediário.
4) Colocar os aceleradores de partículas dentro do último cano.
5) Colar os canos um no outro e no carro, nessa sequencia.
6) Furar o cano dos aceleradores de partículas e conectar um cabo neles, ligando à bateria do carro através do acendedor de cigarro.
Lembrando que o carro deve estar inclinado a um angulo de, pelo menos, 45 graus. Uma rua íngreme, como a que tem aqui do lado da delegacia, deve ser o suficiente.
Bom, deixa eu descrever como foi o meu experimento:
Era um dia tranquilo, quando, de repentemente, todos os policiais da delegacia foram chamados para atender uma mega ocorrência policial.
Todo mundo saiu correndo.
Eu saí tranquilamente com o meu GPS e entrei na viatura. O GPS era só pra eu me localizar no espaço pra poder atirar nos bandidos.
Daí eu liguei a viatura. No mesmo instante, o cabo de força ligou os aceleradores de partícula e a viatura decolou.
Assim que o cano do acelerador de partículas derreteu, começou a ignição do cano dos fósforos.
Isso deu mais velocidade à viatura. Porém, ao invés de ganhar altitude, a viatura começou a fazer uma parábola.
Eu não me preocupei muito, porque a parábola colocou a viatura numa trajetória de encontro aos bandidos, de acordo com o meu GPS.
Os bandidos, por sinal, já estavam vencendo o tiroteio contra a polícia e contra os cidadãos.
Quando eu comecei a enxergar os meliantes lá longe, imediatamente coloquei a cabeça pra fora da viatura e comecei a atirar na direção deles.
Obviamente eles levaram um tempo pra descobrir de onde vinham os tiros. Eu aproveitei pra gozar através do sistema de som da viatura. Eu liguei o som e falei "É o carro do sonho que tá atirando..."
Só que daí eles me viram e começaram a atirar pra cima, na minha direção.
Mas eu tinha uma carta na manga: o cano de fósforos terminou de queimar e derreteu, causando a ignição do botijão de gás, no terceiro estágio.
Isso deu mais velocidade para a viatura, que se chocou com tudo na localização geográfica dos bandidos.
Como o botijão de gás ainda estava pela metade, o choque causou uma explosão, a qual, de alguma forma, desacelerou a viatura e lançou a mesma para um pouso suave na calçada, ao lado do local do crime.
Foi a primeira vez que eu não acordei no hospital depois de um experimento científico.
Lembrem-se de sempre fazer os meus experimentos com a supervisão de um adulto.
Obrigado.
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