sábado, 9 de novembro de 2013

Novos adendos à viatura

Eu troquei o meu giroflex.
De novo.
Eu instalei um negócio mais ou menos assim na minha viatura:
Agora eu posso não só prender os bandidos, como também assustar eles.
A estrutura que eu botei em cima da viatura também sobe e desce, então eu consigo fingir que eu sou um disco voador indo abduzir eles.
Ah, e o barulho do giroflex é o mesmo desse filme aí.
Ele toca toda vez que eu aperto a buzina.
Ontem eu liguei o aparato no estacionamento da delegacia pra mostrar pro Gonzalez e o chefe me deu uma mijada.
Isso é bom.
É sinal que o negócio funciona mesmo.

sábado, 2 de novembro de 2013

A mídia e os meios de comunicação no século 21

Eu sempre quis ser repórter policial, igual ao Auborguetti, o Dantena, o Canário e o Leão Livre.
Se eu tivesse um programa de televisão, o nome ia ser "Curitiba Letal".
Só que o meu programa ia ser diferente.
Primeiro, eu ia apresentar ele direto de dentro da delegacia.
Não necessariamente do meu gabinete.
Acho que o ideal seria montar um cenário dentro da área de carceragem.
Os bandidos seriam tipo uma platéia, de programa de auditório.
Toda vez que eu xingasse algum meliante, eles iam gritar "uuuuuuuuuuu".
Dai eu ia bater com o cassetete nas grades, so pra dar audiência.
No meu programa, ao invés do telespectador telefonar pra mim, os bandidos iam telefonar pro telespectador. De dentro da delegacia.
Daí eles iam passar um trote pro telespectador, dizendo que algum parente dele tinha sido sequestrado.
No final, um pouquinho antes do telespectador pagar o resgate, eu ia pegar o telefone da mão do bandido e ia gritar: "Rááááááá... Pegadinhaaaaaaaa..."
Daí ia ter um quadro ao estilo "show do dilhao", do Silviom Santos. Só que, na minha versão, toda vez que o bandido errasse uma pergunta, ele não ia perder dinheiro. Ele ia sofrer búlin.
Ia ser um búlin bem inocente, tipo colar um papel escrito "me chute" nas costas dele.
Depois ia ter um quadro no qual a câmera acompanharia a chegada de um bandido novo na delegacia.
O bandido ia chegar num corredor no qual ele ia ter que escolher entre 3 portas.
Daí eu ia falar pra ele que uma porta era a carceragem, a outra era um gorila e a outra era um prêmio.
Na realidade todas as portas seriam a carceragem.
O nome do quadro ia ser "A Porta dos Encarcerados".
Eu vou escrever o roteiro desse programa e vou mandar pro chefe.

sábado, 26 de outubro de 2013

Associação dos Gozadores Profissionais de Curitiba

É com muito prazer que eu gostaria de informar os meus telespectadores de que eu acabei de ser eleito presidente da Associação dos Gozadores Profissionais de Curitiba.
A associação foi criada ontem e, por enquanto, tem só um membro: eu
Quem quiser participar, o valor da inscrição é apenas simbólico: 200 reais
A associação oferece um grande pacote de vantagens escolhido pelo presidente, que pode incluir:
- Camarote no jogo do J. Malutrelli
- Fandangos e cigarro de graça
- Tíquete gozação
- Tour pela delegacia
- Passeio de viatura por Curitiba (Pra quem se comporta, eu deixo acionar o giroflex. Pra quem não se comporta, o passeio é junto com os bandidos, lá atrás do veículo.)

sábado, 19 de outubro de 2013

Relâmpago e periculosidade máxima nas tempestades de Curitiba

Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar.
Se isso é verdade, então por qual motivo tem um para-raio no telhado da delegacia?
Será que toda vez que cai um raio lá eles trocam o instrumento?
Por incrível que pareça, a resposta pra essa pergunta é obvia:
Eu não sei.
Mas eu tenho uma teoria que pode ser que, talvez, possivelmente, esse mesmo princípio de que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar seja justamente a justificativa para o para-raio não ser trocado.
Acompanhem comigo:
Quando caiu o primeiro raio na delegacia, em 1920, o para-raio foi atingido.
Daí, como o raio não cai duas vezes no mesmo lugar, a delegacia nunca mais foi e nem vai ser atingida.
Eu não entendi.

sábado, 12 de outubro de 2013

Coisas ilegais que eu encontro na carceragem

Geralmente eu encontro drogas, telefone celular, facas e até armas de fogo na inspeção das celas dos bandidos. Tudo isso é ilegal. Daí os bandidos são movidos pra um lugar de segurança máxima e eu não posso mais gozar com a cara deles.
Só que outro dia eu encontrei um negócio que me deixou puto e o chefe não tomou nenhuma providência. Ou seja, os bandidos ficaram onde estavam e eu pude gozar.
Foi bem assim:
Eu tava trabalhando (usando o Feisbuk) no meu gabinete.
Daí, de repentemente eu comecei a sentir um cheiro de Xitos (da Elma Chips) no ambiente.
Eu fui investigar em todos os gabinetes (inclusive o do chefe) pra ver quem tava comendo o Xitos.
Só que não tinha nenhum pacote de Xitos em nenhum lugar.
Daí eu comecei a ficar puto, porque o cheiro de Xitos é ruim pra quem não tá comendo ele.
Então eu fui investigar mais longe, nas celas dos bandidos.
E não é que, bem na hora que eu abri o portão que entra na carceragem, eu ouvi umas risadas e um barulho de pacote de salgadinho fechando bem rápido.
Daí eu pensei: "Filha da puta!"
Daí eu falei: "Filha da puta!"
Então os gozadores achavam que podiam me enganar.
Daí eu passei bem devagar na frente das celas, arrastando o cassetete entre as grades.
Eu falei bem assim, olhando no olho de cada um: "Eu sei que tem alguém consumindo um negócio ilegal aí dentro. Quem identificar o meliante pra mim vai ganhar uma recompensa que eu só posso contar o que é na hora que eu for dar ela pra vocês."
Na realidade não tinha recompensa. Eu só tava gozando.
Só que não teve nenhuma resposta.
Daí eu parei na frente de um dos bandidos, que tava segurando o riso.
Eu falei: "O senhor tá com cara de que está prestes a gozar. É o senhor que tá comendo Xitos, né?"
Daí ele quase gozou, mas conseguiu se conter.
Eu tive que usar outra abordagem. Uma técnica psicológica. Eu falei: "Quem comeu Xitos ficou com a mão amarela!"
O objectivo era que o meliante olhasse para a própria mão. Só que não deu certo, porque todos os bandidos olharam para as próprias mãos.
Daí eu comecei a dar uma lição de moral: "Vocês sabiam que o cheiro do Xitos é tóxico e pode fazer com que as pessoas que não tão comendo ele vomitem? Isso que vocês estão fazendo aqui está atrapalhando o trabalho policial lá em cima..."
Eu fiquei meia hora falando, daí os bandidos dormiram. Pelo menos eu fiz com que eles não conseguissem comer o Xitos durante todo esse tempo.
Daí, por último, eu fui até o meu gabinete e abri a minha gaveta de gozações. Lá dentro eu tinha um vômito falso. Daí eu peguei o objecto, fui até um lugar da carceragem que não dava pros presos me enxergarem.
Lá eu fiz um barulho de pessoa passando mal e joguei o vômito falso bem na frente deles.
Isso foi mais gozado do que eu esperava, porque causou uma reação em cadeia (sim, isso foi um trocadilho) na qual os presos começaram a vomitar uns nos outros.
Daí eu vomitei também (dessa vez de verdade).
No final, eu tive que fazer um relatório pro chefe, porque ele queria saber se o problema era nos alimentos servidos na delegacia.
Eu acho que era.
Fin.

sábado, 5 de outubro de 2013

Bud Spencer e Pavarotti

Eu sempre confundo o Bud Spencer com o Pavarotti.
Isso acontece porque, na realidade, os dois possuem a mesma nacionalidade.
Eu fiz uma pesquisa investigativa e descobri que o nome real do Bud é Carlo Pedersoli.
Isso significa que ambos nasceram no império romano.
E vocês lembram daquele outro cara que sempre andava com o Bud?????
Teeeereeeeence Hiiiiilllllll era o nome dele.
Só que não era de verdade também.
Adivinhem só qual era o nome real do Terence Hill: MARIO GIUSEPPE GIROTTI
Ou seja, há uma conspiração para ocultar os romanos.
Vocês querem provas?
Tá aí:
http://www.imdb.com/name/nm0001352/?ref_=sr_1
http://www.imdb.com/name/nm0817881/?ref_=sr_1
http://www.imdb.com/name/nm0667556/?ref_=sr_1