Eu acho que o Báraque Osama ligou pro meu celular hoje. Foi bem engraçado.
Foi assim: eu tava fazendo plantão lá na delegacia. Daí o meu telefone tocou bem na hora que eu tava no banheiro. O cara do outro lado da linha disse: "Rélou?"
Como eu percebi que poderia ser o Báraque Osama, eu fingi que era um terrorista e ia mandar uma bomba pra ele, pelo correio. Eu fiz uma voz bem fininha, porque achei que ia ser gozado um terrorista bem pequeno, mas ameaçador.
Bem nessa hora o meu chefe entrou no banheiro. Bem na hora que eu ia gozar com o gringo. Daí eu desliguei e disse: "Aaaaaaaaaah, bem na hora!"
E o chefe: "Bem na hora do quê, porra?"
Daí a gente começou a conversar sobre a época que o Pelé jogava aqui no Pinheiros e eu acabei me esquecendo que o Osama tinha me ligado. O que não quer dizer que eu não tenha jogado uma bola de papel higiênico molhado no teto do banheiro, só pra descontrair. Mas eu sou inteligente: eu fiz isso depois que o chefe saiu de lá.
Eu faço essas coisas porque eu fico chateado de trabalhar no domingo.
domingo, 19 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Eu no ensaio da banda da Polícia
Hoje eu participei do ensaio da banda da Polícia.
Daí eu ia tocar um cornetim, igual o Máious Deivis. Na verdade, eu queria cantar na banda, mas o maestro falou que eu não tinha timbre. Mas eu tenho.
De qualquer forma, um cornetim é uma das coisas mais gozadas que se pode ter. Porque ele é cônico e dá pra colocar na cabeça. Mas a flauta também é legal, porque dá pra usar de zarambatana.
A música que a gente ia tocar era a da Seleção Brasileira. Quando o maestro disse isso eu gritei: "Gooool! Do Brasil sil sil!" Eu pretendia gritar isso também durante a música.
Eu tava com a mão suja de Doritos quando eu comecei a virar as página da partitura. Daí ficou tudo vermelho e eu dei risada. Mas eu dei mais risada ainda quando eu joguei um Doritos dentro do sexofone, quando o cara tava afinando ele. Eu acho que ele engasgou e eu disse: "Olha o Elma Chips aí!" Daí eu me imaginei tomando cerveja usando o sexofone como canudo.
Só que eu desempolguei quando o maestro falou que o cornetim era pra soprar dentro. Isso me deixou com medo, porque eu imaginei que se eu soprasse com força, os meus dentes iam sair pelo instrumento. Eu achava que ele tocaria só de apertar nos botões que ele tem do lado e que esse negócio de manter ele na boca era só pra gozar com os espectadores.
Daí quando me contaram que o meu salário não ia aumentar por tocar na banda eu fui embora.
Daí eu ia tocar um cornetim, igual o Máious Deivis. Na verdade, eu queria cantar na banda, mas o maestro falou que eu não tinha timbre. Mas eu tenho.
De qualquer forma, um cornetim é uma das coisas mais gozadas que se pode ter. Porque ele é cônico e dá pra colocar na cabeça. Mas a flauta também é legal, porque dá pra usar de zarambatana.
A música que a gente ia tocar era a da Seleção Brasileira. Quando o maestro disse isso eu gritei: "Gooool! Do Brasil sil sil!" Eu pretendia gritar isso também durante a música.
Eu tava com a mão suja de Doritos quando eu comecei a virar as página da partitura. Daí ficou tudo vermelho e eu dei risada. Mas eu dei mais risada ainda quando eu joguei um Doritos dentro do sexofone, quando o cara tava afinando ele. Eu acho que ele engasgou e eu disse: "Olha o Elma Chips aí!" Daí eu me imaginei tomando cerveja usando o sexofone como canudo.
Só que eu desempolguei quando o maestro falou que o cornetim era pra soprar dentro. Isso me deixou com medo, porque eu imaginei que se eu soprasse com força, os meus dentes iam sair pelo instrumento. Eu achava que ele tocaria só de apertar nos botões que ele tem do lado e que esse negócio de manter ele na boca era só pra gozar com os espectadores.
Daí quando me contaram que o meu salário não ia aumentar por tocar na banda eu fui embora.
sábado, 4 de abril de 2009
Diário de bordo, data estrelar 31/02/1970
Fazia tempo (e, quando eu digo tempo, eu quero dizer muuuuito tempo) que eu não fingia que a delegacia era uma nave espacial.
Hoje eu vou fazer isso.
Começou.
Agora nave espacial USS Ariranha está mais no futuro, ou seja, o capitão (eu) está careca.
O senhor Spot (Gonzalez) acabou de detectar que os Gringons (os inimigos da Federação de Polícias Unidas) estão arremessando bolas de papel higiênico molhado na USS Ariranha.
Os Gringons conseguiram destruir o sistema de loucomoção da Ariranha.
Agora eu mandei o senhor Spot pegar os trajes espaciais, porque a gente vai precisar sair do lado de fora da nave e colocar o triângulo.
Daí ele sugeriu que jogássemos o triângulo nos Gringons.
Genial!
Hoje eu vou fazer isso.
Começou.
Agora nave espacial USS Ariranha está mais no futuro, ou seja, o capitão (eu) está careca.
O senhor Spot (Gonzalez) acabou de detectar que os Gringons (os inimigos da Federação de Polícias Unidas) estão arremessando bolas de papel higiênico molhado na USS Ariranha.
Os Gringons conseguiram destruir o sistema de loucomoção da Ariranha.
Agora eu mandei o senhor Spot pegar os trajes espaciais, porque a gente vai precisar sair do lado de fora da nave e colocar o triângulo.
Daí ele sugeriu que jogássemos o triângulo nos Gringons.
Genial!
terça-feira, 31 de março de 2009
Gozando o Gonzales
Se tem uma coisa que eu não gosto de fazer aqui na delegacia é cocô. No banheiro, por suposto. Eu tenho medo que alguém abra a porta do banheiro enquanto eu estou sentado, aponte pra mim e grite: “Rá! Te peguei!”
Mas quando dá vontade eu faço. Porque eu tenho medo que o cocô vá crescendo dentro de mim e comece a sair involuntariamente pelos orifícios. Desde 1967 eu tenho medo que isso aconteça.
Hoje deu vontade de ir ao banheiro, enquanto eu tava na delegacia. Daí eu fui.
Eu tava lá sentado, olhando pro chão. Do lado de fora tinha gente fazendo xixi e lavando a mão.
Eu tinha colocado o rolo de papel higiênico no chão, na minha frente, e fiquei olhando pra ele. Daí veio uma mão por baixo do vão da porta e levou o meu papel embora. E eu dei risada, porque uma vez eu vi o Mister Dean fazer isso na TV.
Considerei a hipótese de que essa mão fosse tipo aquela da Família Adams. Mas mais tarde eu vi que não era.
Eu coloquei o meu celular no chão, perto do vão, pra ver se a mão pegava. E pegou. Daí eu dei mais risada.
Aí eu coloquei a minha arma no chão, pra ver se ela pegava também. Eu achei que fosse dar risada disso, mas quando ela levou a minha arma, eu fiquei com medo.
Quando eu coloquei o meu pé, pra ver se a mão me puxava pra fora dali, eu escutei uma voz familiar: “Eu to reconhecendo o sapato do cagão”.
Daí eu vejo o Gonzales colocar a cabeça por cima da porta, pra me olhar fazendo cocô. Ele riu e saiu correndo com a minha arma.
Mas eu me vinguei. Mais tarde eu peguei um pacote de bolacha recheada de chocolate e passei o recheio num papel higiênico. Daí eu grudei esse recheio marrom, com o papel junto, na careca dele, enquanto ele estava na mesa dele. Ele entrou em frenesi.
Um repórter da Tribuna tava conversando com ele nessa hora. Daí eu disse pro cara: “Anota aí na sua matéria que o Gonzáles é o maior gozador, mas eu sou mais ainda”.
Mas quando dá vontade eu faço. Porque eu tenho medo que o cocô vá crescendo dentro de mim e comece a sair involuntariamente pelos orifícios. Desde 1967 eu tenho medo que isso aconteça.
Hoje deu vontade de ir ao banheiro, enquanto eu tava na delegacia. Daí eu fui.
Eu tava lá sentado, olhando pro chão. Do lado de fora tinha gente fazendo xixi e lavando a mão.
Eu tinha colocado o rolo de papel higiênico no chão, na minha frente, e fiquei olhando pra ele. Daí veio uma mão por baixo do vão da porta e levou o meu papel embora. E eu dei risada, porque uma vez eu vi o Mister Dean fazer isso na TV.
Considerei a hipótese de que essa mão fosse tipo aquela da Família Adams. Mas mais tarde eu vi que não era.
Eu coloquei o meu celular no chão, perto do vão, pra ver se a mão pegava. E pegou. Daí eu dei mais risada.
Aí eu coloquei a minha arma no chão, pra ver se ela pegava também. Eu achei que fosse dar risada disso, mas quando ela levou a minha arma, eu fiquei com medo.
Quando eu coloquei o meu pé, pra ver se a mão me puxava pra fora dali, eu escutei uma voz familiar: “Eu to reconhecendo o sapato do cagão”.
Daí eu vejo o Gonzales colocar a cabeça por cima da porta, pra me olhar fazendo cocô. Ele riu e saiu correndo com a minha arma.
Mas eu me vinguei. Mais tarde eu peguei um pacote de bolacha recheada de chocolate e passei o recheio num papel higiênico. Daí eu grudei esse recheio marrom, com o papel junto, na careca dele, enquanto ele estava na mesa dele. Ele entrou em frenesi.
Um repórter da Tribuna tava conversando com ele nessa hora. Daí eu disse pro cara: “Anota aí na sua matéria que o Gonzáles é o maior gozador, mas eu sou mais ainda”.
domingo, 29 de março de 2009
Eu tenho medo de fantasma argentino
Eu tenho certeza que tem fantasma aqui em casa.
Antes eu achava que era barata. Mas não, é fantasma mesmo.
Hoje cedo tocou a campainha. Sempre que ela toca, e ela é bem alta, eu grito: "Ai!"
Ainda mais que hoje eu estou com os nervos à flor da pele, porque tem jogo do Brasil. Daí quando eu dei esse grito, mais alto que de costume, uma voz respondeu: "Calaboca velho escandaloso!"
Era ele. O fantasma. É como se ele tivesse dentro da parede do lado direito da sala.
Eu atendi a porta. Era um mindingo. Daí eu disse pra ele: "Hoje não tem pão velho porque aqui em casa tem fantasma e ele come tudo. Toma até a minha cerveja. Ele é um fantasma bem gordo".
O mindingo ficou me olhando com cara de azulejo e eu fechei a porta me achando gozadão. Só que aí eu comecei a pensar no fantasma e a ficar com medo.
Eu até poderia ligar a tv e deixar ela fora do ar, pra ver se eu pego alguma energia electromagnéctica do fantasma. Que nem a menininha daquele filme, o Foldergeist. Mas como vai ter jogo logo, não vai dar.
Se o Brasil fizer gol e o fantasma gritar eu vou ficar com medo. Se esse fantasma for de um argentino, aí é que ele vai me gozar mesmo. Vai abrir os armários da cozinha e esparramar tudo pela casa.
Ah, agora que eu lembrei. Não tem NADA nos armários da cozinha.
Antes eu achava que era barata. Mas não, é fantasma mesmo.
Hoje cedo tocou a campainha. Sempre que ela toca, e ela é bem alta, eu grito: "Ai!"
Ainda mais que hoje eu estou com os nervos à flor da pele, porque tem jogo do Brasil. Daí quando eu dei esse grito, mais alto que de costume, uma voz respondeu: "Calaboca velho escandaloso!"
Era ele. O fantasma. É como se ele tivesse dentro da parede do lado direito da sala.
Eu atendi a porta. Era um mindingo. Daí eu disse pra ele: "Hoje não tem pão velho porque aqui em casa tem fantasma e ele come tudo. Toma até a minha cerveja. Ele é um fantasma bem gordo".
O mindingo ficou me olhando com cara de azulejo e eu fechei a porta me achando gozadão. Só que aí eu comecei a pensar no fantasma e a ficar com medo.
Eu até poderia ligar a tv e deixar ela fora do ar, pra ver se eu pego alguma energia electromagnéctica do fantasma. Que nem a menininha daquele filme, o Foldergeist. Mas como vai ter jogo logo, não vai dar.
Se o Brasil fizer gol e o fantasma gritar eu vou ficar com medo. Se esse fantasma for de um argentino, aí é que ele vai me gozar mesmo. Vai abrir os armários da cozinha e esparramar tudo pela casa.
Ah, agora que eu lembrei. Não tem NADA nos armários da cozinha.
domingo, 22 de março de 2009
Hoje chegou um cara novo aqui na delegacia. O nome dele é Ivor, só que todo mundo chama ele de Sr. Igo, igual aquele cara daquele filme que tem um outro cara que diminui de tamanho. Goonies.
Daí esse cara falou pra mim que ele ia fazer um filme sobre mim (Que inclusive é um negócio que eu mesmo já pensei de fazer com mim mesmo).
Só que eu me lembrei que, toda vez que o detetive Morley e o detetive Kelso falavam que iam fazer um filme sobre mim, eles gozavam da minha cara, como nessa imagem aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=qJLSBqWGCho
Daí eu tive uma idéia pra enganar o gozador. Eu disse que ele ia ter que pagar direitos autorais pra mim, pelo uso da minha própria imagem.
Só que, daí, ele me disse que a minha imagem já era de domínio público, e que era pra eu me familiarizar com a lei.
Não é o maior gozador?
Só que daí eu gozei mais ainda. Eu disse pra ele que eu sou a lei e que eu ia botar ele no xilindró.
Só que ele filmou tudo e disse que ia me botar no youtube.
Daí eu meio que tive que fazer as pazes.
Fim.
Daí esse cara falou pra mim que ele ia fazer um filme sobre mim (Que inclusive é um negócio que eu mesmo já pensei de fazer com mim mesmo).
Só que eu me lembrei que, toda vez que o detetive Morley e o detetive Kelso falavam que iam fazer um filme sobre mim, eles gozavam da minha cara, como nessa imagem aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=qJLSBqWGCho
Daí eu tive uma idéia pra enganar o gozador. Eu disse que ele ia ter que pagar direitos autorais pra mim, pelo uso da minha própria imagem.
Só que, daí, ele me disse que a minha imagem já era de domínio público, e que era pra eu me familiarizar com a lei.
Não é o maior gozador?
Só que daí eu gozei mais ainda. Eu disse pra ele que eu sou a lei e que eu ia botar ele no xilindró.
Só que ele filmou tudo e disse que ia me botar no youtube.
Daí eu meio que tive que fazer as pazes.
Fim.
Assinar:
Postagens (Atom)