segunda-feira, 9 de fevereiro de 2004

Agora a pouco eu me lembrei que eu tinha deixado todas as minhas compras no mercado.

Daí eu fui buscar.

Eu tive que conferir tudo pra ver se não tinham roubado nada.

Um papel higiênico.

Um pacote de fandangos.

Uma cerveja.

Ração Bonzo, pro Tumor comer amanhã, mas eu tive que comprar um pacote grande, porque ele é um cão que não caberia naquela foto que sempre colocam na frente do pacote.

E cigarros.

Eu acho que eu não esqueci nada.
Hoje de manhã eu tava no supermercado.

De repente, entrou um foguete de ano novo voando pela porta.

Daí eu me lembrei da guerra fria.

Daí eu me esqueci da guerra e me lembrei que o foguete podia ter sido jogado lá dentro por algum bandido.

Daí eu saí correndo pra procurar o bandido.

Não tinha nenhum.

Daí eu achei que podia ter sido uma anomalia paranormal.

Daí eu comecei a investigar.

Tinha um pivete do lado de fora do mercado.

Eu perguntei pra ele se ele tinha visto de onde veio o foguete.

Ele disse que não.

Me cheirou mentira.

Daí eu fui até a minha casa, troquei de roupa e desenhei um bigode na minha cara.

Daí eu voltei pro mercado e perguntei de novo pro pivete.

Dessa vez ele não sabia que eu era da polícia.

Mas ele disse que não de novo.

Daí eu me esqueci por que eu tinha voltado pro mercado.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2004

É.

Daí talvez também tenha um filme meu que é no futuro, pra mim ser que nem o Vingador do Espaço.

Eu acho que eu vou ter um menbro cibernético.

Daí vai dar pra gozar mais do que eu já gozo.

Ou não.

Eu vou usar um óculos escuro que tem uma luzinha que fica pra lá e pra cá, que nem naqueles robôs do Galactica.



Ah! Eu me lembrei dum nome engraçado: Borsa.
Um dia vão fazer vários filmes sobre eu.

Um deles será aquele que eu já falei.

Daí depois vai ter um chamado: "Ramirez - O Índio da Pesada".

Vai passar na sessão da tarde.

Apesar do título, eu não vou ser um índio. É de mentirinha.

Eu vou ser um cara da cidade que vai morar na reserva indígena dos tupinambis, aqueles que descobriram e colonizaram Curitiba.

No começo do filme vai ser bem gozado porque eu vou ter dificuldades pra me adaptar, porque eu vou ser tipo um índio policial, e vou ter que usar arco e flecha.

Mas o carro continua.

Daí vai ter os índios da tribo rival, e eu vou ter que matar eles.

Só que quando os índios bonzinhos tentarem comer eles, eu não vou deixar, e vou ensinar eles a vender a carne dos índios do mal.



Acho que no final do filme vai ter uns caras que vão vir de Curitiba pra instalar uma fábrica de cortar árvores bem em cima da reserva.

Daí eu não vou deixar.

Eu vou ter que destruir o reator principal da nave, e sair voando com o carro de dentro dela.

O Tumor vai aparecer nesse filme, só que bem mais peludo, pra parecer o Xiubáca.

Mas daí eu vou ficar com medo.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2004

Coisas que o Tumor tem medo (parte 1):

- Caminhão grande e veloz

- A casinha dele

- Helicóptero

- Bombas

- O reflexo dele no espelho

- Canetinha de raio leizer

- Ser colocado em uma caixa grande e vazia

- Jornal enrolado

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2004

Hoje eu me lembrei daquela vez que o Chaves tava vendendo refresco de tamarindo.

Daí o seu barriga derrubou tudo.

Agora eu vou vender refresco de tamarindo aqui na delegacia, pra faturar uma grana extra.

Eu só não sei onde comprar o refresco aqui em Curitiba.

Deve existir tipo um refresco Tang sabor tamarindo.

Daí eu vou comprar esse refresco em pó e vou jogar na água da caixa de água da delegacia. Daí é só abrir a torneira que vai sair refresco de tamarindo.

Se não existir o tamarindo em pó eu vou ter que ir até o Mexico perguntar pro Chaves onde ele comprou.

Provavelmente foi em Tangamandápio.